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Ações do Facebook caem mais de 6% e ajudam a afundar Wall Street

FOTO Dado Ruvic /REUTERS

Desempenho dos títulos da companhia está a ser afetado pelas revelações sobre a empresa Cambridge Analytica, acusada de ter usado indevidamente dados de utilizadores da rede social. Presidente do Parlamento Europeu já veio confirmar que a instituição vai investigar o caso

Os investidores começaram esta semana pessimistas e, por isso, tanto nas praças europeias, desde manhã, como em Wall Street, nas suas primeiras horas de negociação, os gráficos com o desempenho das ações estão maioritariamente no vermelho. Um pouco por todo o mundo, aguardam, expectantes, a decisão que a Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed) tomará relativamente à subida das taxas de juro - e tudo aponta para que subam. Todavia, o dia nasceu ainda mais tristonho em Wall Street, muito à custa das ações do Facebook, que estão a cair para cima de 6%, arrastando os principais índices americanos para terreno negativo, com o Nasdaq a cair mais de 2%.

As ações da rede social estão a ser penalizadas pela revelação conhecida este fim de semana de que o Facebook suspendeu o acesso da Cambridge Analytica à sua base de dados. Alegadamente, a empresa de análise de dados que trabalhou para a campanha presidencial de Donald Trump em 2016 e para os apoiantes do 'Brexit', está a ser acusada de ter recolhido informações pessoais demais de 50 milhões de utilizadores da rede social sem o seu consentimento. Durante a manhã, o valor por ação caiu dos 176 dólares para os 171.

Entretanto, Antonio Tajani, presidente do Parlamento Europeu já veio confirmar que a instituição vai investigar as estas alegadas suspeitas de utilização indevida do Facebook para fins políticos. Numa publicação no Twitter, Tajani aponta as alegações como uma “violação inaceitável dos direitos dos cidadãos”, admitindo uma investigação completa por parte do Parlamento Europeu