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Sonae estuda entrada do negócio de retalho em bolsa

José Coelho / Lusa

Empresa admite listar um portfólio de retalho para colocar em bolsa, mas quer manter participação maioritária no negócio

A Sonae admite reforçar a sua presença na bolsa portuguesa, através do seu negócio de retalho. No comunicado de apresentação de resultados enviado à CMVM – Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, a empresa liderada por Paulo Azevedo anuncia que está "a analisar a possibilidade de listar um portfólio de retalho, no qual a Sonae SGPS irá manter uma participação maioritária".

"Nesta fase não foi tomada qualquer decisão formal e detalhes adicionais serão fornecidos a devido tempo", acrescenta apenas a Sonae sobre este assunto.

Esta decisão surge enquadrada na estratégia da empresa para "proporcionar a autonomia necessária a cada negócio no sentido de os tornar mais agéis e criando, assim, valor para os acionistas".

"A Sonae MC continuará a melhorar a sua proposta de valor", garante ainda a empresa.

A possibilidade de mais uma empresa do grupo entrar em bolsa, surge no dia em foram divulgados os resultados de 2017 da Sonae SGPS. Os lucros caíram 22,9%, para 166 milhões de euros, mas o dividendo a pagar aos accionistas vai aumentar 5% para 4,2 cêntimos.

A Sonae sublinha que os resultados do último exercício não são comparáveis com os do ano anterior, "nomeadamente devido ao efeito dos resultados não recorrentes".

O grupo Sonae tem duas empresas no índice PSI20, a Sonae SGPS e a Sonae Capital. Em bolsa, está também cotada a Sonae Indústria.

Com a divulgação dos resultados do grupo antes da abertura do mercado, as ações da Sonae SGPS seguem a ganhar 2,40% às 9h30, nos 1,15 euros.