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Conselho de Finanças Públicas estima menos défice do que o Governo

MIGUEL A. LOPES/LUSA

De acordo com o primeiro-ministro António Costa, o défice orçamental deverá ficar perto dos 1,1% em 2017, contra 1% estimado pelo Conselho de Finanças Públicas

O Conselho de Finanças Públicas (CFP) estima um défice de 1%, em 2017, e de 0,7%, em 2018, abaixo dos previstos pelo Governo, assumindo que, com as políticas em vigor, Portugal terá um saldo orçamental positivo já em 2020.

No relatório Finanças Públicas: Situação e Condicionantes 2018-2022 divulgado esta quinta-feira, o CFP projeta um défice de 1% em 2017, de 0,7% este ano e o último em 2019, de 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

A partir de 2020, de acordo com as projeções do Conselho, Portugal passa a ter um excedente orçamental, de 0,1% nesse ano, de 0,8% em 2021 e de 0,6% do PIB em 2022.

De acordo com o primeiro-ministro, António Costa, o défice orçamental deverá ficar perto dos 1,1% em 2017 (o valor é divulgado pelo Instituto Nacional de Estatística na final da próxima semana) e dos 1,1% este ano, tendo em consideração as medidas de resposta aos incêndios

Este é um cenário que “há muito pouco tempo consideraríamos impossível”, admitiu a presidente do CFP, Teodora Cardoso.

Em setembro, na atualização do relatório Finanças Públicas: Situações e Condicionantes 2017-2021, o CFP previa que um défice orçamental de 1,4% do PIB em 2017, de 1,3% em 2018, de 1% em 2019, de 0,8% em 2020 e de 0,2% em 2021.

Economia vai continuar a crescer, mas abranda

Quanto ao crescimento da economia portuguesa, o CFP estima que o aumento do PIB em 2017 tenha atingido os 2,7%, projetando para este ano um incremento de 2,2% (em linha com o governo).

Desta forma, "o produto gerado pela economia portuguesa deverá finalmente ultrapassar o nível alcançado antes do desencadear da crise internacional, em 2007", lê-se no relatório.

Para 2019, o CFP projeta um crescimento de 1,9%, abrandando para 1,7% em 2020 e 2021 e para 1,6% em 2022.

(Notícia atualizada às 13:35)