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Portugal deverá pagar hoje juros mais baixos de sempre na emissão de dívida de longo prazo

O IGCP realiza esta quarta-feira de manhã dois leilões de Obrigações do Tesouro com vencimento em 2028 e 2045. Pretende colocar entre 1000 e 1250 milhões de euros. Juros no mercado secundário apontam para novos mínimos históricos nas taxas a pagar em títulos de longo prazo

Jorge Nascimento Rodrigues

Os juros (yields) das Obrigações do Tesouro (OT) a 10 e 30 anos abriram esta quarta-fera no mercado secundário em níveis que apontam para a probabilidade elevada de Portugal pagar nos leilões desta manhã as taxas de colocação mais baixas de sempre naqueles dois longos prazos.

O Estado regressa hoje no mercado primário a emissões de longo prazo pretendendo colocar entre 1000 e 1250 milhões de euros nos leilões das OT que vencem em 2028 (que serve de referência a 10 anos, tendo esta linha sido lançada em janeiro) e 2045 (que ainda serve de referência a 30 anos).

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) prossegue o seu programa de emissões para 2018 com enfoque em colocações de dívida no longo prazo, pagando taxas historicamente baixas, aproveitando a janela de oportunidade mantida pela continuação da política monetária expansionista.

Os juros da OT a 10 anos abriram esta quarta-feira no mercado secundário em 1,8%, claramente abaixo da taxa de 1,93% paga no leilão similar de 29 de dezembro passado, ainda que se tratasse de uma outra linha de títulos a vencer em 2027, mas que servia, então, de referência naquele maturidade.

Na OT que vence em 2045, os juros abriram em 2,8%, abaixo da taxa mais baixa paga numa operação sindicada em abril de 2015, que se situou em 3,133%. No leilão mais recente nesta maturidade, o IGCP pagou 3,977% em 12 de julho do ano passado.

  • O presidente do Banco Central Europeu reafirmou esta quarta-feira que a política monetária continua assente nos já famosos «3 P» – paciência, persistência e prudência. Mario Draghi abriu a conferência “The ECB and its watchers” em Frankfurt onde disse claramente que não vai deixar enfraquecer "prematuramente" a política de estímulos pelas expetativas de subida das taxas diretoras