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Operação da NOS Angola não sofre apesar da pressão sobre Isabel dos Santos

josé carlos carvalho

A atividade da Zap, empresa que opera em Angola e Moçambique e é detida em parceira pela NOS e por Isabel dos Santos, decorre com normalidade e os resultados melhoraram em 2017 face a 2016

Miguel Almeida, presidente da NOS, não falou da relação acionista com Isabel dos Santos e do impacto que a pressão que a filha do ex-presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, está a ter naquele país, mas afirma que a atividade da Zap, empresa onde a NOS detém 30% do capital, decorre com toda a normalidade. Isabel dos Santos detém os outros 70%.

"A NOS tem um modelo de Governo, tem um conselho de administração autónomo, independente, sujos únicos deveres são com os seus stakeholders", sublinhou Miguel Almeida. As questões políticas relacionadas com Angola "são matérias que não conhecemos" e das quais "nada sabemos", acrescentou.

"O conselho de administração da NOS continua a funcionar, e não afetam de forma alguma o funcionamento e o governo da sociedade. Temos tido sempre todo o apoio por parte do conselho de administração", sublinhou.

Miguel Almeida esclareceu ainda que a Zap continua com "um desempenho satisfatório, mesmo num contexto económico difícil". Contribuição da Zap para as contas da NOS em 2017 foi positiva e beneficiou de não ter havido desvalorização do kwanza. O gestor sublinhou porém que em 2018 já houve uma desvalorização do kwanza.