Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

NOS tem lucro de €124 milhões e distribui mais dividendos

Miguel Almeida, presidente executivo da Nos, tem razões para sorrir, assim como os seus acionistas: o ano de 2017 foi de crescimento e os dividendos por ação vão aumentar

josé carlos carvalho

A operadora de telecomunicações reclama crescimento "em todos os serviços" e decide distribuir dividendos acima dos lucros: acionistas vão receber 157 milhões de euros

A NOS encerrou o ano de 2017 com um resultado líquido de 124,1 milhões de euros, o que traduz um aumento de 37,3% face ao ano anterior, anunciou a operadora em comunicado enviado à Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários ao início da madrugada desta segunda-feira. Um desempenho que foi além das expectativas dos analistas: o CaixaBI, como nota o "Jornal de Negócios", previa lucros de pouco mais de 119 milhões de euros.

Também o EBITDA da empresa liderada por Miguel Almeida (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) aumentou 3,1% para 580,6 milhões de euros. Por seu turno, a margem EBITDA também melhorou ligeiramente, para 37,2%.

A operadora também registou um crescimento de 3,1% nas receitas, que subiram para 1.561,8 milhões de euros no ano passado.

Segundo o comunicado, a NOS "registou crescimento em todos os serviços" em 2017. De acordo com a operadora, nas telecomunicações móveis angariou 217 mil novos clientes, aumentando a base de subscritores em 4,9%. Na TV por subscrição, a base de clientes subiu 1%, na voz fixa subiu 1,9% e na banda larga cresceu 5,4%. No negócio dos cinemas, o número de bilhetes vendidos cresceu 3,9%

Este desempenho permitiu à NOS ganhar mais quota de mercado. No final do terceiro trimestre, detinha uma fatia de 31,4% do mercado de telecomunicações em Portugal.

Assim, a empresa decidiu aumentar os dividendos distribuídos aos acionistas, que cresceram 50%, para 30 cêntimos cada ação. No total, a operadora vai pagar 157 milhões de euros, que valor mais alto que os resultados líquidos obtidos.

A operadora explica os resultados positivos com a melhoria operacional, mas também com o desempenho de empresas associadas e de joint-ventures, que deixaram de ter um impacto negativo e deram um contributo de 22,8 milhões de euros. Além disso, a operadora viu também aumentar o número de serviços (RGU) em 3,7%, para 9,412 milhões de euros - o que representa cerca de 335 mil adições líquidas de serviço ao longo de 2017.

No final de 2017, a dívida financeira líquida ascendia a 1.085,5 milhões de euros.