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NOS sobe dividendo para 30 cêntimos e admite fazê-lo de novo

Miguel Almeida subiu o dividendo da NOS de 20 para 30 cêntimos este ano, um montante superior ao lucro. O gestor diz que é um valor “adequado e sustentável” e admite que para o ano pode voltar a aumentar se se justificar

A administração da NOS decidiu na passada sexta-feira propor o pagamento de um dividendo de 30 cêntimos por ação, o que representa uma subida de 50% face ao montante pago no exercício anterior, esclareceu o presidente-executivo da operadora, Miguel Almeida. "Achamos que é o valor adequado", sublinhou.

É um aumento de 20 para 30 cêntimos e representa um valor equivalente a 131% dos resultados obtidos em 2017 – no ano anterior este rácio tinha sido de 114%. Isto quer dizer que a NOS vai entregar aos acionistas em dividendos um montante superior ao lucro.

O resultado líquido situou-se nos 124,1 milhões de euros em 2017, mais 31,4% do que no ano anterior. Um desempenho considerado muito positivo pela operadora que diz ter crescido em todos os segmentos de negócio no ano passado, tendo mesmo batido um recorde na área dos cinemas, onde a NOS detém uma quota de 60%.

Miguel Almeida sublinhou que apesar do aumento dos dividendos que a NOS mantém "uma estrutura de balanço muito conservadora" e "muito sólida". Com uma dívida muito baixo para o sector e para o EBITDA e com um custo médio reduzido de 1,9%. A dívida é de 1085 milhões de euros.

Quando questionado sobre o aumento do dividendo, o presidente executivo afirmou: "Àqueles que acham que é muito alto e àqueles que acham que é muito baixo respondo a dizer: nós achamos que é o adequado".

Miguel Almeida prosseguiu, explicando que o dividendo que vai ser proposto este ano é adequado para "permitir uma distribuição do valor efetivamente criado pela empresa aos seus acionistas e não mais do que isso".

"Acreditamos que com este nível de dividendo e com aquilo que nós esperamos que seja a evolução da empresa no contexto total do plano estratégico que estamos a implementar [...] é sustentável no sentido de sermos capazes de até o aumentar", disse.

Os recursos libertados pela empresa "num futuro próximo permitirão manter o nível de dividendo", disse, afirmando: "Há duas coisas que não faremos certamente, não deixaremos de investir fortemente para garantir que temos o melhor serviço em Portugal e certamente também não entraremos em loucuras que nos façam abdicar da nossa estrutura de capital conservadora".

O investimento (CAPEX) da NOS no ano passado atingiu os 380,6 milhões de euros. E foi "encaminhado nomeadamente para a modernização da rede móvel e da rede fixa". E "em 2018 será outra vez um ano bastante pesado [em termos de investimento], eventualmente até aumentará mesmo em relação a 2017, mas isso não se irá traduzir num aumento total do CAPEX" este ano, acrescentou.

Para Miguel Almeida, a proposta de pagamento de dividendo para este ano é "adequado e sustentável para o futuro".