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Lucros da Nos impulsionam PSI-20

A operadora apresentou os resultados de 2017 e impôs o ritmo de ganhos na bolsa portuguesa, que segue a tendência europeia. A provável 'dança de cadeiras' no BCP também marca esta sessão

O PSI-20 iniciou a primeira sessão da semana a subir 0,83%. Esta segunda-feira, o principal índice bolsista português sobe para 5.468,77 pontos, mantendo assim a tendência de ganhos com que já tinha encerrado a anterior semana de negociações (na sexta-feira, fechou a subir 0,53%, impulsionada pelo pela Galp e pela Jerónimo Martins).

Das 18 cotadas, 15 iniciaram a ganhar esta segunda-feira. Um cenário 'verde' que se estende às restantes praças europeias, que inauguraram a semana também a subir. O Euro Stoxx 50, índice que reúne 50 ações representativas da zona Euro, ganha 0,61%. Em Espanha, o mercado bolsista negoceia perto dos 0,60%, enquanto em França ou na Alemanha, as subidas rondam 0,50%. Uma tendência que espelha o maior otimismo dos investidores depois da divulgação de dados sobre a economia americana (nomeadamente o crescimento da criação de empregos no mês passado), agora menos receosos do impacto da subida dos juros nos Estados Unidos - ainda que se mantenham expectantes quanto ao desenrolar da chamada 'guerra comercial' lançada por Trump, temendo as respostas que vão chegar da União Europeia e da China.

Por cá, no PSI-20, o grande destaque do dia vai para a Nos, que apresenta a subida mais destacada deste início da manhã: ganha 2,85% (para 5,20 cêntimos), traduzindo assim o otimismo dos resultados relativos ao exercício de 2017, que foram apresentados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários também esta segunda-feira. A operadora, que "registou crescimento em todos os serviços" no ano passado, obteve um resultado líquido de 124 milhões de euros, o que traduz um aumento de 37,3% face aos lucros do ano anterior e acima do esperado pelos analistas.

Também com fulgor se estrearam as ações do BCP esta manhã, embora tal ímpeto se tenha vindo a refrear na primeira hora de negociações. As ações do banco inauguraram a ganhar 1,56%, depois de neste fim-de-semana, tal como noticiou o Expresso, se saber que estão a ser preparadas mudanças na gestão da instituição: Miguel Maya, atual vice-presidente da comissão executiva do BCP, deverá ocupar o lugar do ainda presidente Nuno Amado, que passará a liderar o conselho de administração. Uma 'dança de cadeiras' que acontecerá no âmbito da formulação de um novo modelo de 'corporate governance' no banco. Todavia, pelas 8h45, apenas ganhavam perto de 0,30%, para 29 cêntimos cada ação.

Em destaque estão ainda as ações da EDP (ganham 1,95%) e da Mota-Engil (que sobem 1,45%). No seu encalço, seguem os 'papéis' da Sonae Capital (0,94%) e da Pharol (0,84%).