Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Draghi pergunta a Trump: se impõe tarifas aos aliados,quem são os inimigos?

O presidente do Banco Central Europeu colocou na conferência de imprensa desta quinta-feira uma pergunta direta à Administração norte-americana sobre a retórica de guerra comercial e as primeiras medidas anunciadas de tarifas sobre o alumínio e o aço

Jorge Nascimento Rodrigues

Questionado sobre a guerra comercial anunciada pela Administração Trump, o presidente do Banco Central Europeu (BCE) colocou diretamente uma pergunta: se aplicam tarifas aos aliados quem são os inimigos.

Mario Draghi respondia em conferência de imprensa em Frankfurt a perguntas sobre o impacto da retórica de guerra comercial iniciada pela administração norte-americana e sobre as primeiras medidas anunciadas de tarifas aduaneiras sobre o aço e o alumínio. A conferência seguiu-se à conclusão da reunião de política monetária do conselho de governadores do BCE.

Sobre o impacto imediato, Draghi adiantou que "não será grande". No entanto, sobre o impacto na confiança internacional adiantou que "é muito difícil avaliar", mas sublinhou que o ponto de vista do BCE é claro: as disputas no terreno do comércio internacional devem ser resolvidas numa base multilateral, e não unilateralmente.

A declaração lida pelo presidente do BCE após a reunião de política monetária de hoje refere que os riscos para a economia do euro são provocados por "fatores globais", nomeadamente pelo "crescimento do protecionismo".

  • A inflação deverá ficar longe da meta de 2% em 2018 tendo sido revista em baixa para 1,4%. Em 2019 deverá manter-se no mesmo ritmo e mesmo em 2020 ficará por 1,7%, segundo as projeções macroeconómicas divulgadas esta quinta-feira pelo Banco Central Europeu, após a sua reunião sobre politica monetária

  • BCE faz primeiro 'corte' na orientação futura

    O Banco Central Europeu eliminou esta quinta-feira a referência a que está "preparado para proceder a um aumento do programa de compra de ativos em termos de dimensão e/ou duração". A reunião deixou a política monetária na mesma, mas fez uma primeira mexida na comunicação da estratégia

  • A reunião de 8 de março era tida como muito importante. O Banco Central Europeu começaria a sinalizar, finalmente, aos mercados o fim do programa de estímulos. Mas a inflação em queda, os tweets de Trump e o terramoto político em Itália trocaram as voltas aos ‘falcões’ em Frankfurt que queriam colocar um ponto final à prudência de Draghi