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FMI considera que a “guerra comercial” é desanimadora para o crescimento

Christine Lagarde, diretora do Fundo Monetário Internacional

Getty

Christine Lagarde considerou que as medidas de tributação norte-americana sobre as importações do aço e alumínio contribuem para uma “guerra comercial” onde “ninguém ganha”. Esta quarta-feira espera-se uma posição formal da União Europeia sobre a questão

A diretora geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, disse esta quarta-feira que "uma guerra comercial" provocada pela tributação norte-americana sobre as importações de aço e alumínio seriam desanimadoras para o crescimento económico mundial.

"Se o comércio internacional for posto em causa por este tipo de medidas (tributação) pode gerar uma quebra do crescimento e uma redução de intercâmbios que seriam desanimadores", disse Lagarde em entrevista à estação RTL.

"Numa guerra comercial – que seria alimentada por uma argumentação sobre tarifas aduaneiras – ninguém ganha", acrescentou a diretora do FMI.

"Nós estamos bastante preocupados e defendemos um acordo entre as partes. Negociações e consensos", disse ainda Christine Lagarde.

Mesmo assim, Lagarde refere que – "de certa maneira" – o presidente norte-americano, Donald Trump tem algumas razões para protestar contra a situação atual sublinhando que há países que não respeitam os acordos no quadro da Organização Mundial do Comércio, que estabelece exigências ao nível da transferência de tecnologias.

"Pensamos naturalmente na China, mas a China não é o único país a adotar este tipo de práticas", disse.

Donald Trump anunciou na semana passada que pretende agravar os impostos sobre a importação do aço (25%) e o alumínio (10%).

Esta quarta-feira espera-se uma posição formal da União Europeia sobre a questão.