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Efacec está a contratar

MANUEL ARAÚJO/LUSA

Empresa quer criar 700 empregos até 2020. “É uma nova vaga de talento que construirá a história da Efacec nos próximos 20 anos”, diz o presidente executivo

A Efacec quer contratar 700 pessoas até 2020. Nos negócios, o foco da empresa está na mobilidade elétrica e na automação. Na estratégia, um dos desígnios é "privilegiar a diversidade de género".

A pensar neste programa de contratações, a empresa da Maia, que tem como acionista maioritária a empresária angola Isabel dos Santos, criou o programa 700 Recruta +, pensado para "recrutar a nova vaga de talento que construirá a história da Efacec nos próximos 20 anos", afirma o presidente executivo, Ângelo Ramalho, em comunicado.

Com as novas contratações, a Efacec quer, também, "chegar às mulheres em 2020".

Com 2.300 trabalhadores, a empresa assume-se como "um protagonista na evolução das tecnologias ligadas à energia, ambiente e mobilidade". É "um papel que não seria possível sem um foco no desenvolvimento do talento, pelo que a gestão das pessoas se assumiu como um dos principais processos estratégico", acrescenta o presidente executivo.

Em Fevereiro, a Efacec inaugurou uma nova unidade de mobilidade eléctrica, que resulta de um investimento de 2,5 milhões de euros e permite aumentar a capacidade anual de produção para 3800 carregadores rápidos para veículos elétricos, com possibilidade de expansão até às 9000 unidades.

Na altura, a direção da empresa anunciou que a nova unidade arrancava com 120 postos de trabalho, mas deveria chegar aos 200 até ao próximo ano e aos 400 em 2025. E Isabel dos Santos deixou clara a ambição da Efacec: "Pretendemos ser empregador de referência em Portugal, formando quadros capazes de levar as suas competências a qualquer canto do mundo e acolhendo também aqui os melhores talentos internacionais".

Isabel dos Santos entrou no quadro acionista da Efacec, através da Winterfell, em 2015, numa altura em que a empresa vivia um período difícil que obrigou a reduzir postos de trabalho e alienar alguns negócios. Com "o reposicionamento do seu portfólio", veio o aumento do volume de negócios" e "melhoria de rentabilidade dos seus seus produtos e serviços".

Os últimos números disponíveis, relativos a 2016, referem lucros de 4,3 milhões de euros e um volume de negócios de 431,5 milhões, mais 15,5 milhões que um ano antes.

Em fevereiro, a previsão avançada para o segmento da mobilidade elétrica, assumia o objetivo da empresa crescer a dois ou três dígitos nos próximos anos, para se aproximar da barreira dos 100 milhões de euros.