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Comissão Europeia retira Portugal dos desequilíbrios macroeconómicos excessivos

Foto John Thys/AFP/Getty Images

Portugal ainda enfrenta desequilíbrios macroeconómicos, mas, no Pacote de Inverno do Semestre Europeu, divulgado esta quarta-feira, a Comissão Europeia considera que já não são excessivos

Comissão Europeia (CE) retirou Portugal do grupo de países com desequilíbrios macroeconómicos excessivos. A economia nacional ainda enfrenta desequilíbrios, mas, segundo a CE, já não são "excessivos".

A conclusão está no Pacote de Inverno do Semestre Europeu, divulgado esta quarta-feira. Após a análise aprofundada lançada em novembro ao grupo dos 12 países com desequilíbrios económicos no ano passado, a CE conclui que Portugal, a par de Bulgária, França, Alemanha, Irlanda, Holanda, Espanha e Suécia ainda enfrentam desequilíbrios macroeconómicos. Mas, para Portugal, Bulgária e França, isto é um desagravamento face aos "desequilíbrios excessivos" do ano passado.
Já a Eslovénia deixou mesmo de ter desequilíbrios, segundo a CE.

Os desequilíbrios "estão a ser corrigidos graças às reformas em curso e à recuperação económica, tornando a Europa mais forte. São boas notícias!" salienta o comissário Pierre Moscovici no comunicado de imprensa. "Hoje recompensamos os progressos na Bulgária, França, Portugal e Eslovénia com uma mudança positiva de categoria", aponta.

Já na conferência de imprensa, Moscovici disse que é importante ter em conta que estes países, incluindo Portugal "ainda têm desequilíbrios", mas que estes foram reduzidos e que "já não são considerados excessivos".

Falando sobre Portugal, o comissário disse que "a retoma acelerou fortemente no ano passado com um impacto muito positivo no desemprego". Moscovici alertou, contudo, que os riscos no sector financeiro "não desapareceram", ainda que "tenham diminuído". Para o comissário, "reduzir o crédito malparado ainda é uma prioridade". Já a dívida pública e privada continuam altas, mas começaram a descer. E para o comissário francês essa tendência é "incontestavelmente positiva".

No documento da CE, na análise a Portugal, pode ler-se que "as medidas de política e o contexto de condições macroeconómicas e financeiras favoráveis estão a reduzir os riscos em termos da dívida dos sectores privado e público bem como a dívida externa". E destaca a descida "considerável" da taxa de desemprego, que está agora "em níveis pré-crise".

Contudo, "continuam a ser necessários esforços adicionais para alcançar uma correção sustentável dos desequilíbrios", alerta o relatório. E frisa que a CE "vai monitorizar de perto os compromissos políticos, nomeadamente o próximo Programa Nacional de Reformas (PNR), e a evolução dos desequilíbrios no contexto de monitorização específica".