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Impresa com lucro de 1,5 milhões sem impacto venda das revistas

A Impresa, proprietária do Expresso e da SIC, registou um lucro de €1,5 milhões em 2017, porém se forem contabilizadas as perdas por imparidades da vendas das revistas e os custos de reestruturação os resultados passam a um prejuízo de €21,6 milhões

Em janeiro deste ano, a Impresa concluiu a venda do seu portefólio de revistas – onde se incluem a Visão, Caras e, entre outras, a Exame – por 10,2 milhões de euros. Uma operação que levou no entanto o grupo a registar perdas por imparidades no montante de 23,2 milhões de euros. A venda passará no futuro a ter um impacto positivo, e a Impresa já espera melhorar as contas em 2018.

Retirando as imparidades e os custo de reestruturação, os resultados da Imprensa foram positivos em 2017, com o grupo a registar um lucro de 1,5 milhões de euros, valor que compara com um ganho de 2,8 milhões de euros em 2016.

Além das imparidades, resultantes do facto de as revistas estarem registadas em 32,1 milhões de euros nas contas e terem sido vendidas por 10,2 milhões de euros, a Impresa sofreu um impacto negativo dos custos de reestruturação no montante de 5,3 milhões de euros.

Os custos de reestruturação devem-se essencialmente aos gastos com a rescisão de trabalhadores. A Impresa sublinha que "o ano de 2017 foi marcado por uma profunda reestruturação". Os custos operacionais da Impresa caíram 1,3% para 188 milhões de euros.

As contas de 2017, divulgadas esta terça-feira, mostram que as receitas consolidadas caíram 2% face a 2016, atingindo os 201,8 milhões de euros. A maior descida regista-se na área da imprensa (-4.7%), mas as receitas da televisão também recuaram (1,6%). Em crescimento está a InfoPortugal (+25,5%). A grande fatia de receitas provém da SIC, e ascende a 153,7 milhões de euros.

As receitas da publicidade cresceram 2,6% para 119,2 milhões de euros. Registou-se uma quebra de 0,5% das receitas de circulação e 0,8% nas receitas de subscrição por cabo.

A Impresa destaca o facto de a SIC manter a liderança no target comercial (A/B CD 25/54) no horário nobre, com 21,4% do share, ficando-se pelos 17,6% de share em média. O Expresso foi o jornal mais vendido do país, com uma média de cerca de 93 mil exemplares vendidos por edição.

Dívida desce para 178,4 milhões

A dívida remunerada líquida – incluindo locações financeiras – foi reduzida em 4,8 milhões de euros face a 2016, situando-se nos 178,4 milhões de euros, o valor mais baixo dos últimos dez anos. Os juros da dívida tiveram um custo de 6,7 milhões de euros no ano passado.

O EBITDA consolidado (meios operacionais libertos), ajustado de indemnizações e imparidades de ativos não recorrentes, ascendeu a 19,2 milhões de euros, um ganho de 5,6% face a 2016. Contudo, O EBITDA sem o ajustamento recuou 11% para 13,8 milhões de euros.