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Risco italiano e guerra comercial de Trump castigam bolsas europeias

As praças europeias fecharam esta sexta-feira com perdas generalizadas, lideradas por Frankfurt, Milão e Paris, com quedas acima de 2%. O PSI 20 na bolsa de Lisboa caiu apenas 0,17%. Incerteza sobre legislativas em Itália no domingo e início da guerra do aço e do alumínio na próxima semana reforçam pessimismo

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas europeias fecharam no vermelho pela quarta sessão consecutiva. O índice MSCI para a zona euro caiu 1% esta sexta-feira. Em termos semanais, acumulou uma queda de 3,2%.

O clima negativo está a ser alimentado pela incerteza sobre os resultados das eleições legislativas no domingo em Itália e pela guerra comercial em torno do aço e do alumínio lançada pela Administração Trump.

A votação dos militantes do SPD sobre o apoio ou rejeição a uma renovação da coligação chefiada por Angela Merkel está também a pesar no 'sentimento' dos investidores, ainda que as últimas sondagens apontem para um maioria clara este fim de semana a favor da grande coligação.

Frankfurt, Madrid, Milão, Paris, Viena e Zurique fecharam esta sexta-feira com perdas acima de 2%. Em Lisboa, o índice PSI 20 caiu apenas 0,17%, com a Sonae a liderar as perdas com uma quebra de 4,8%. A puxar pelo índice português, o BCP que fechou a subir 4,5%.

Os índices de referência Eurostoxx 600 (das seiscentas principais cotadas europeias) e Eurostoxx 50 (das cinquenta principais cotadas da zona euro) fecharam com quedas de 2%. O FTSE Europa perdeu 2,2%.

Em Nova Iorque, à hora de fecho da Europa, o mercado está 'misto' com os índices Dow Jones 30 e S&P 500 em terreno negativo e o Nasdaq registando ganhos. A McDonald's está a registar hoje o pior desempenho no New York Stock Exchange, com uma queda de 4,7%.