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Hotéis portugueses com taxa de ocupação de 71% em 2017

Segundo a Associação da Hotelaria de Portugal, as taxas de ocupação atingiram "um resultado histórico" em todo o país e as mais altas foram na Madeira, de 83%. Os preços dos hotéis também subiram, o que levou a um aumento de 15% da receita por quarto

Em 2017 os hotéis portugueses atingiram 71% de taxa de ocupação na média do ano inteiro - segundo os resultados consolidados da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP), com base em dados recolhidos mensalmente através da sua ferramenta AHP Tourism Monitor.

Para a associação de hotéis, "foi um resultado histórico" e 2017 foi "o melhor ano de sempre nos indicadores operacionais dos hotéis".

Além do crescimento nas taxas de ocupação, o preço dos hotéis também subiu em todas as regiões do país, numa média de 10%, equivalendo a 83 euros por noite e por quarto vendido.

Fazendo as contas à totalidade de quartos disponíveis nos hotéis, cada um gerou uma receita de 63 euros (indicador RevPar), 15% mais que no ano anterior.

A média de 71% nas taxas de ocupação atingida pelos hotéis portugueses em 2017 representa um aumento de 3 pontos percentuais face ao ano anterior.

Os hotéis da Madeira registaram as mais altas taxas de ocupação do país: 83%. Também Lisboa e Porto atingiram resultados elevados na ocupação dos hotéis, atingindo 80% e 76%, respetivamente.

Centro teve 27% das dormidas motivadas por negócios

Segundo Cristina Siza Vieira, presidente executiva da AHP, "2017 foi o ano da consolidação para os hotéis nacionais, foi um ano em que ganhámos muitos prémios e que culminou com o reconhecimento de Portugal como melhor destino mundial".

Apesar do crescimento a dois dígitos nas taxas de ocupação e no aumento de receita dos hotéis, a presidente executiva da AHP adverte que "no entanto, o indicador da estada média, que se fixou em 1,97 dias, encontra-se estagnado e tem muita margem para crescer".

O destaque nos resultados de 2017, vai para a região centro, que registou crescimentos de 7% nas taxas de ocupação, de 10% nos preços praticados pelos hotéis e de 17% nas receitas geradas por cada quarto disponível.

No ano passado, 27% das dormidas geradas nos hotéis da região centro tiveram os negócios como principal motivação.

"Apesar das vicissitudes por que a região centro passou (as vagas de incêndios), teve uma performance na hotelaria digna de registo em 2017", destaca a presidente executiva da associação de hotéis.