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Imobiliário prepara-se para um novo recorde em 2018

O Dolce Vita Tejo foi inaugurado em 2009 e pertenceu à falida Chamartín Imobiliária

Marcos Borga

Só nos meses de janeiro e fevereiro já se realizaram negócios no valor de €800 milhões, que envolveram a venda de centros comerciais como o Forum Montijo ou o Dolce Vita Tejo

Este ano pode ser o melhor de sempre no mercado imobiliário em Portugal, prevendo-se um volume de negócios que pode atingir os €3,5 mil milhões, muito acima dos €2,1 mil milhões registados em 2017.

A estimativa é da consultora Cushman & Wakefield (C&W), que acaba de divulgar o seu primeiro relatório para 2918.O sector de retalho captará a maior parcela de investimento em 2018, mas os escritórios deverão também atrair um volume muito significativo de capital. Os portefólios de uso misto e hotéis registarão igualmente elevado interesse”, concluem os analistas daquela consultora internacional.

Note-se, porém, que este volume de investimento diz apenas respeito ao imobiliário comercial, ou seja, espaços para escritórios, lojas de comércio, grandes superfícies, centros comerciais, armazéns, centros logísticos e hotelaria. De fora fica toda a parte habitacional.

Até final do próximo ano deverão abrir em Portugal, segundo a C&W, 115 unidades hoteleiras com mais de 9.500 novos quartos. As regiões de Lisboa e do Porto vão continuar a receber a maioria de novos projetos (60 novas unidades e 5.300 quartos). 71% dos novos hotéis deverão ser de 4 e 5 estrelas.