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Frio dispara consumo de eletricidade

Custo de acesso às redes é um dos fatores que carregam a tesouraria dos comercializadores

foto João Carlos Santos

A produção de energia elétrica a partir das barragens e das eólicas continua em queda e, segundo a REN - Redes Energéticas Nacionais, o conjunto das renováveis abasteceu apenas 48% do consumo nos dois primeiros meses do ano

O frio que se fez sentir desde o início e com especial incidência nos primeiros dias de fevereiro originou um aumento do consumo de energia elétrica da ordem dos 5,4%, face ao mesmo mês do ano passado.

Dados hoje revelados pela REN – Redes Energéticas Nacionais indicam ainda a produção de eletricidade a partir de fontes renováveis continuou inferior ao normal para esta altura do ano, tendo abastecido 48% do consumo de eletricidade. A produção não renovável abasteceu 51%, enquanto o restante 1% teve de ser importado.

Nos primeiros dois meses do ano as barragens foram responsáveis por 13% do consumo, as eólicas por 28%, a biomassa por 5% e as centrais fotovoltaicas garantiram apenas 1,2% do total. A produção não renovável abasteceu os restantes 53% do consumo, repartido pelo gás natural com cerca de 30% e pelo carvão com 23%. O saldo de trocas com o estrangeiro é praticamente nulo.