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EDP admite fechar central de Sines

A maior central do país tem encerramento previsto para 2025, mas António Mexia diz que a empresa pode fechar Sines "bastante antes", devido aos impostos sobre o carvão e o CO2

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A EDP admite vir a encerrar a central termoeléctrica de Sines "bastante antes de 2025", o ano previsto para o final da operação da maior central eléctrica do país.

"Tudo depende da questão fiscal", afirmou António Mexia, presidente da EDP, admitindo que a o grupo está a analisar a viabilidade da central a carvão à luz da decisão do governo de acabar com a isenção de ISP para a produção eléctrica a carvão e também de a sujeitar a uma taxa adicional de CO2.

"Estamos completamente empenhados na descarbonização mas é fundamental saber gerir esta transição para que não se criem desequilíbrios", alertou António Mexia.

O presidente da EDP nota que um encerramento da central antes do prazo previsto terá impacto no emprego em Sines mas também poderá vir a encarecer o preço grossista da eletricidade. "Também colocará um desafio à segurança de abastecimento em Portugal", alertou o gestor.

Mexia disse ainda que espera que o Governo português avance com novos leilões de garantia de potência, uma vez que a Comissão Europeia já se pronunciou favoravelmente face a mecanismos semelhantes de remuneração das elétricas noutros países.

O governo decidiu no ano passado não avançar com nenhum novo leilão de garantia de potência para 2018 enquanto Bruxelas não se pronunciasse sobre a forma como o primeiro leilão, realizado há um ano, foi desenhado. O objetivo do governo era assegurar que Bruxelas não consideraria esta remuneração das elétricas uma ajuda de estado ilegal.