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Combustíveis. Os desafios do futuro são muito maiores do que se pensa

Jorge Seguro Sanches, secretário de Estado da Energia, na abertura do debate sobre os desafios e tendências no futuro

NUNO FOX

A mudança de paradigma no sector energético foi o mote para o debate Momentos Expresso, que esta manhã contou com a parceria da BP

Ana Baptista

Ana Baptista

Jornalista

Tecnologia, eficiência, concorrência, impostos, biocombustíveis, mobilidade elétrica, renováveis e carros a gás e a hidrogénio. Os desafios no sector dos combustíveis passam por tudo isto, não de forma individual, mas interligados entre si. E essa será a maior dificuldade: conjugar tudo, mesmo quando cada um deles se move e evolui a velocidades diferentes.

Esta foi a principal conclusão do debate desta manhã no âmbito do encontro Momentos Expresso, desta vez organizado em parceria com a BP e subordinado ao tema "Combustíveis: os desafios para as empresas e para o país".

Tal como a grande maioria dos sectores económicos, também o dos combustíveis tem pela frente desafios como nunca teve até agora, e a causa para isso são os avanços, cada vez mais rápidos, que se têm verificado tecnologia e, consequentemente, na eficiência não só dos veículos no geral, mas também dos processos industriais.

"Estamos a viver uma grande mudança na tecnologia e na eficiência", disse o secretário de Estado da Energia, Jorge Seguro Sanches, um dos intervenientes no debate, que contou também com a presença do secretário-geral da Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (APETRO), António Comprido; do presidente da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), Gustavo Paulo Duarte; e ainda do presidente da BP, Pedro Oliveira.

Mas, se para o Governo essa mudança incide mais na mobilidade elétrica, para António Comprido e Gustavo Paulo Duarte, há que apostar também noutras tecnologias. "O mix energético vai mudar, mas não tem de ser só com esta ou aquela tecnologia. Não deve haver limitações", disse o secretário-geral da APETRO. Ou seja, "há o hidrogénio ou o gás veicular", lembrou o presidente da ANTRAM. "Cada vez há mais vias para a 'descarbonização'", acrescentou.

Contudo, a tecnologia e a eficiência, não são os únicos desafios deste sector. O funcionamento do mercado em concorrência e com transparência, é outra meta importante a atingir, disse ainda o secretário de Estado. Mas aqui mostraram-se opiniões divergentes que acabaram por dar dinâmica ao mercado. Por exemplo, Gustavo Paulo Duarte entende que há mais concorrência em Espanha do que em Portugal, mas Pedro Oliveira não concorda e garante que o mercado tem uma concorrência "perfeitamente saudável", que até se agravou depois das saída de algumas das maiores empresas do país, precisamente porque não obtinham cá os rendimentos que procuravam.

O presidente da BP só lamentou que a opinião pública continue a pensar o contrário, ou seja, que não há concorrência no sector.