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BCP lucra 186,4 milhões em 2017

Para os lucros contribuíram sobretudo a melhoria dos resultados em Portugal que ascenderam a 39 milhões de euros em 2017, quando em 2016 a atividade doméstica tinha registado um prejuízo de 157, 3 milhões de euros

O banco liderado por Nuno Amado registou no final do ano passado um aumento de 200% nos lucros face a 2016, ano em que os resultados caíram 90% por causa das elevadas imparidades constituídas.

2017 foi um ano marcado pela capitalização do BCP com a entrada dos chineses da Fosun, que assumiram uma posição dominante na estrutura de capital do banco destronando a Sonangol.

No ano em que termina o mandato da atual administração liderada por Nuno Amado, o qual ao que tudo indica fica mais um mandato à frente do banco, os lucros foram impulsionados sobretudo pela melhoria da redução do malparado.

Para os lucros contribuíram sobretudo a melhoria dos resultados em Portugal que ascenderam a 39 milhões de euros em 2017, quando em 2016 a atividade doméstica tinha registado um prejuízo de 157, 3 milhões de euros. Para o que teve maior destaque a redução das imparidades e provisões.

As imparidades do crédito líquidas de recuperações melhoraram de 1,1 mil milhões para 623,7 milhões.

A margem financeira ( diferença entre os juros cobrados no créditos e os juros pagos em depósitos ) registou um aumento de 13,1% devido quer à melhoria da atividade em Portugal quer ao desempenho da atividade internacional. As operações internacionais geraram um lucro dec146,2 milhões de euros.

Os recursos captados cresceram 6,6% e o crédito bruto concedido apresenta ainda um decréscimo de 1,6%.

O presidente do BCP, Nuno Amado, afirma que a retoma dos lucros em Portugal foi um dos contributos para o resultado em 2017, assim como explica que "pela primeira vez nos últimos oito anos a carteira de crédito boa do BCP cresceu em Portugal. Houve uma evolução favorável do negócio". Acrescentou que o banco "está com uma operação lucrativa" e "somos um dos bancos mais eficientes".