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Unilever ameaça tirar publicidade do Google e do Facebook

Segundo maior anunciante do mundo, com €7,7 mil milhões gastos em marketing em 2017, quer transparência e ética no digital

A Unilever, o segundo maior anunciante do mundo a seguir à concorrente Procter&Gamble, está a ponderar deixar de anunciar em plataformas digitais como o Google e o Facebook, os dois maiores suportes publicitários a nível mundial, se estes meios criarem divisão, incentivarem o ódio e não protegerem as crianças.

A intenção foi anunciada hoje, segunda-feira, por Keith Weed, administrador de marketing da Unilever, durante a conferência anual da Interactive Advertising Bureau, em Palm Desert, California, que reúne anunciantes, grupos de media e empresas tecnológicas. "Enquanto um dos maiores anunciantes do mundo, não podemos ter um ambiente em que os nossos consumidores não confiam naquilo que vêem online", justifica Keith Weed, citado pelo Financial Times.

"Não podemos continuar a apoiar uma cadeia de fornecedores digitais, que distribui mais de um quarto da nossa publicidade dirigida aos consumidores, que normalmente é tão transparente como um pântano", ironiza o responsável da Unilever, que em Portugal comercializa marcas como a Dove, Axe, Cif, Knorr, Lipton e os gelados da Olá, entre outras.

Em paralelo, a Unilever tem vindo a pressionar os grupos digitais para garantir que os anúncios são visionados por pessoas reais e que os dados e as métricas são auditadas por entidades independentes. No ano passado, a Unilver investiu no ano passado €7,7 mil milhões em marketing.