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Projeções de crescimento de mais de 3% da economia dos EUA "aquecem" bolsas de Nova Iorque

Tiago Miranda

As duas bolsas de Nova Iorque fecharam com ganhos acima de 1,4% esta segunda-feira animadas pelas projeções de um crescimento anual da economia norte-americana de 3% ou mais até 2021 divulgadas na proposta de orçamento federal para 2019. Em percentagem do PIB, défice deverá subir até 2019 e dívida pública até 2022

Jorge Nascimento Rodrigues

As duas bolsas de Nova Iorque fecharam esta segunda-feira com ganhos de cerca de 1,4%, segundo o índice MSCI respetivo, prosseguindo a trajetória ascendente já registada na sexta-feira.

O principal índice, o Dow Jones 30 (DJ30), encerrou a sessão a ganhar 1,7%, mais do que na sexta-feira passada, quando registou um avanço de 1,38%.

A trajetória de perdas de 8,9% do DJ30 registadas em três sessões da semana passada, com máximos históricos de quedas diárias em pontos na segunda e quinta-feira, foi travada.

As subidas acima de 1% em Nova Iorque e na Europa puxaram esta segunda-feira pelo índice mundial que avançou 1,18%, o ganho diário mais elevado desde início do mês.

Trump aponta para crescimento médio acima de 3% até 2021

A animar as bolsas esta segunda-feira esteve a divulgação da proposta de orçamento federal para 2019 cujas projeções económicas apontam para um crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA de 3% já em 2018, acelerando para 3,2% em 2019, seguindo-se ritmos mais baixos, de 3,1% em 2020 e 3% em 2021. A partir deste ano, o ritmo anual é inferior a 3%.

Estas projeções, com uma aceleração em 2018 e 2019, estão acima das avançadas por entidades internacionais, como o Fundo Monetário Internacional, que, na sua revisão em alta publicada em janeiro, aponta para 2,7% em 2018 e 2,5% em 2019, mesmo contando já com o impacto positivo do choque fiscal aprovado em dezembro pelo Congresso norte-americano.

A fatura da aceleração

A fatura da aceleração projetada pela Administração Trump surge na subida do défice e da dívida federais em relação ao PIB nos próximos anos.

As projeções implicam uma subida do défice federal de 3,5% do PIB em 2017 para 4,4% em 2018 e 4,7% em 2019. A partir deste ano, o défice desce até 3,9% em 2021.

Estimativas avançadas esta segunda-feira apontam para um défice acumulado de 7,1 biliões de dólares (€5,8 biliões) na próxima década, o dobro do que havia sido estimado pelas previsões do ano passado do Office of Management and Budget, um organismo chave de controlo e aconselhamento da Casa Branca.

Também a dívida pública federal deverá subir de 76,5% do PIB em 2017 para 81,9% em 2022, só iniciando uma trajetória descendente a partir desse ano. Em dólares, a dívida federal mais do que triplicará até 2028.

  • Depois de uma semana no vermelho, bolsas da Ásia e da Europa encerram com ganhos esta segunda-feira. Lisboa entre as quatro maiores subidas na Europa. Em Nova Iorque prossegue tendência positiva iniciada na sexta-feira