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Bolsas mundiais perderam €4 biliões esta semana. China e EUA lideraram quedas

Os mercados de acções chineses afundaram-se quase 8% e as duas bolsas de Nova Iorque perderam 6,5%, segundo os índices MSCI para esta semana, marcada por duas sessões negras em Nova Iorque com quebras recordes no índice Dow Jones. PSI 20 em Lisboa recuou 4%. Mota-Engil foi a mais penalizada esta semana

Jorge Nascimento Rodrigues

O mercado de acções global perdeu esta semana 5,8% da sua capitalização, segundo o índice MSCI. Uma quebra de cerca de 5 biliões de dólares (€4 biliões). As duas piores sessões registaram-se na segunda e quinta-feira com quebras diárias de 2,96% e 2,45% respectivamente.

Em fevereiro, as bolsas mundiais já perderam 7,6%, mais de 6,5 biliões de dólares (€5,4 biliões). O índice global já está em terreno negativo, se medido desde início do ano. As bolsas do Planeta já perderam 2,4% desde o final do ano passado.

Os dois focos da correcção esta semana situaram-se na China e nos Estados Unidos. As duas bolsas chinesas (Xangai e Shenzhen) afundaram-se 7,9% e as duas bolsas de Nova Iorque (NYSE e Nasdaq) recuaram 6,5%, segundo os índices MSCI.

O índice de Xangai perdeu 9,6% esta semana. Na Ásia, apesar do índice MSCI para a 'região' ter caído 4,9%, alguns índices importantes perderam mais de 8%, como o de Xangai, já referido, o Hang Seng, de Hong Kong, o índice HNX 30 de Hanói, e o Nikkei 225 de Tóquio.

No NYSE, o índice Dow Jones 30, das maiores multinacionais norte-americanas cotadas, registou duas sessões negras, com recordes históricos em quedas diárias acima de 1000 pontos. Na segunda-feira negra, de 5 de fevereiro, a quebra foi de 1175,21 pontos, fixando um máximo histórico. No dia 8, a quebra foi de 1032,89 pontos, colocando-a em segundo lugar.

No entanto, em termos relativos, as quebras percentuais do DJ não ultrapassaram o patamar dos 4%, o que as coloca distantes das 20 maiores derrocadas acima de 6%, com destaque para dias negros em outubro de 1987, 1929 e 2008.

O DJ 30 atingiu um máximo histórico de 26.616.71 pontos em 26 de janeiro. A trajetória futura dirá se foi um pico do ciclo de valorizações iniciado em fevereiro de 2009 ou se a subida vai prosseguir em 2018. Alguns responsáveis da Reserva Federal norte-americana, o banco central dos EUA, desvalorizaram a correcção deste semana. O presidente da Reserva Federal de Nova Iorque, William Dudley, considerou até o ocorrido como “coisa insignificante” e o presidente da Reserva Federal de Dallas, Robert Kaplan, classificou a correcção como “saudável”.

As bolsas da zona euro recuaram 5,3% esta semana, segundo o índice MSCI, com destaque para Frankfurt, Madrid e Paris. Na Europa, sete bolsas perderam mais de 5% em termos semanais, lideradas por Amesterdão e Zurique que caíram 5,8%.

Lisboa ficou abaixo desse limiar, com o PSI 20 a registar um recuo de 4%. Em fevereiro, este índice já perdeu mais de 5% e, desde início do ano, caiu 1% (um pouco mais que o conjunto da zona euro). As cotadas com maiores quedas este semana foram a Mota-Engil (10,5%), NOS (7,8%) e Navigator (7,5). Desde início do ano, a recordista no vermelho é a Pharol, com uma queda de 15,2%.

Sublinhe-se que os biliões em euros ou dólares referidos neste artigo correspondem aos triliões usado nos EUA e no Brasil.