Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Têxteis cumprem a promessa. Recorde absoluto nas exportações em 2017

Rui Duarte Silva

As vendas da fileira ao exterior cresceram 4%. O mercado com maior crescimento foi o dos EUA. Já para o Reino Unido houve uma quebra. A fileira terá começado a sentir “feitos do Brexit”

As exportações portuguesas de têxteis e vestuário cresceram 4% no ano passado, para somarem 5,237 mil milhões de euros e confirmarem o recorde absoluto que já era esperado pelo sector.

Em destaque, está o mercado dos EUA, com um crescimento de 20%, para os 53,6 milhões de euros, mostram os números divulgados pela ATP – Associação Têxtil e Vestuário de Portugal, com base nas estatísticas do INE. Este país representa, agora, 6% das vendas da indústria têxtil portuguesa ao exterior.

"Depois de oito anos consecutivos de crescimento, no final dos quais se alcançou um novo record das exportações, a indústria têxtil e vestuário portuguesa não descura contudo as dificuldades e ameaças que o futuro lhe coloca", afirma o presidente da ATP, Paulo Melo, num primeiro comentário a estes resultados na frente exportadora.

A atenção justifica-se. Apesar do desempenho positivo, há notas dissonantes na tendência geral de crescimento, e em mercados de peso. O principal destino da produção lusa continua a ser Espanha, que absorve 34 em cada 100 euros, num total de 1,78 mil milhões de euros, mas este mercado caiu 0,6%.

Em perda esteve, também, o Reino Unido. As vendas para o país caíram 1,7%, "provavelmente já por efeito do Brexit", sublinha a ATP.

Já França, o segundo maior mercado dos têxteis made in Portugal, cresceu 6%, enquanto a Alemanha, no top 3 do ranking, teve um aumento de 4%.

Angola registou um saldo positivo de 47% (15,1 milhões) e o Brasil deu um salto de 45%, atingindo os 5,8 milhões.

"Depois de oito anos consecutivos de crescimento, no final dos quais se alcançou um novo record das exportações, a indústria têxtil e vestuário portuguesa não descura contudo as dificuldades e ameaças que o futuro lhe coloca", afirma o presidente da ATP, Paulo Melo, num primeiro comentário a estes resultados na frente exportadora.