Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Acionistas da Oi aprovam ação contra presidente e diretor financeiro por eventuais irregularidades

A Assembleia Geral da Oi realizou-se, tal como desejava a Pharol, esta quarta-feira. A maioria dos acionistas aprovou uma ação judicial civil contra o presidente da operadora, Eurico Teles, e o diretor financeiro, Carlos Brandão, pela alegada prática de irregularidades

A Assembleia Geral (AG) extraordinária da Oi sempre se realizou esta quarta-feira. Os acionistas presentes na reunião, convocada pela Bratel, veículo de investimento da Pharol (ex-Portugal Telecom), aprovaram por maioria a decisão de avançar com ações civis contra o presidente da operadora, Eurico Teles, e o diretor financeiro, Carlos Brandão, noticiou o jornal brasileiro Valor Econômico. Em causa estão "supostas irregularidades cometidas durante a recuperação judicial e por factos alheios ao processo".

A portuguesa Pharol e a Société Mondial, fundo ligado ao investidor Nelson Tanure, opõe-se ao plano de recuperação judicial aprovado pelos credores. Mas, por ordem do juiz responsável pelo processo, foi negociado com os credores diretamente pelo presidente, Eurico Teles, que passou a ter poder para tomar decisões sem ouvir os administradores e o conselho de administração. A Oi defendeu que a AG de esta quarta-feira não tem validade jurídica, por contrair decisões da 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro, responsável pelo processo de recuperação da operadora brasileira.

Por lei, diz o Valor Econômico, a aprovação em AG de ações contra executivos da própria empresa resulta no seu afastamento imediato das funções que exercem. Nessa sequência, a maioria dos acionistas presentes na reunião votou favoravelmente a substituição de Eurico Teles e Carlos Brandão por outros executivos. Os nomes aprovados para os substituírem foi, avança a Valor Econômico, os do português Pedro Morais Leitão, para presidente executivo, Thomas Reichenheim, para diretor financeiro, e Leo Simpson para diretor jurídico (cargo acumulado por Eurico Teles).

Não foi possível obter um comentário da Pharol, detentora de 27% do capital da Oi.