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Bolsas. Correção “saudável e atrasada”, diz especialista

INDRANIL MUKHERJEE/GETTY

O gestor do fundo da Standard Life Aberdeen considera que os mercados estão a corrigir dos excessos. Bolsa portuguesa aliviou ligeiramente mas mantém queda acentuada

A queda dos mercados acionistas é uma correção "atrasada, saudável e bem-vinda", escreveu esta manhã no Twitter Martin Gilbert, o gestor de um dos principais fundos globais, a Standard Life Aberdeen.

O executivo diz que os investidores devem permanecer calmos. acreditando que a evolução recente é apenas uma correção há muito adiada.

Gilbert apontou os receios sobre o aumento das taxas de juros, como o principal da pressão vendedora. Mas o gestor, que conta com um fundo de 30 mil milhões de dólares (24,1 mil milhões de euros) de ativos, classifica a correção como "muito necessária após uma euforia excessiva". Martin Gilbert entende que o atual movimento de correção é saudável para que os mercados voltem à realidade.

Nos Estados Unidos, o Dow e o S&P 500 neutralizaram os seus ganhos recordes de 2018. O Nasdaq teve a sua pior sessão desde junho de 2016, devido a vendas maciças. A generalidade dos analistas receia que a pressão vendedora vai continuar.

Esta terça-feira as praças europeias não escapam ao contágio de Wall Street, mas de forma mais moderada. Os principais índices derrapam, a meio da sessão, cerca de 2%, revelando muita volatilidade. Recuperaram das correções mais acentuadas da abertura da sessão, mas voltaram depois a uma trajetória descendente.

Na bolsa portuguesa, BCP. Novabase, Sonae e Mota-Engil permanecem entre as mais penalizadas, com perdas acima dos 2%. Mas, Navigator (ex-Portucel), CTT, Altri já estão a valorizar.

A EDP Renováveis perde 1,5%, no dia em que o Haitong, verifica uma margem de progressão de 20%, fixando um preço-alvo de 8 euros. O banco de investimentos alega que a empresa esta em condições de beneficiar de "sólido apoio político" e da "recuperação económica".