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Fed despede-se de Yellen sem mexer nos juros

Na última reunião do Comité de Política Monetária da Reserva Federal norte-americana chefiado por Janet Yellen, os banqueiros centrais dos EUA deixaram a primeira subida das taxas diretoras em 2018 para o mandato de Jerome Powell

Jorge Nascimento Rodrigues

O Comité de Política Monetária (FOMC, na sigla em inglês) da Reserva Federal (Fed), o banco central norte-americano, decidiu, por unanimidade, não alterar o quadro das taxas diretoras na reunião que terminou esta quarta-feira em Washington. A principal taxa diretora mantém-se no intervalo entre 1,25% e 1,5%.

No entanto, o comité melhorou a apreciação macroeconómica dos EUA. O comunicado publicado esta quarta-feira alterou a apreciação que foi feita em dezembro passado. A Fed considera, agora, que todas as componentes da economia norte-americana estão "sólidas". Em dezembro, considerava-se que os ganhos nos gastos das famílias eram, ainda, "moderados", e que o investimento fixo das empresas tinha apenas "pegado".

Esta primeira reunião do ano foi a última liderada pela economista Janet Yellen que chefiou a Fed desde 2013, substituindo, então, Ben Bernanke. Yellen passa a pasta a 3 de fevereiro ao jurista e financeiro Jerome Powell.

Os banqueiros centrais dos Estados Unidos deixaram uma nova mexida nas taxas diretoras para o mandato de Powell. A próxima reunião do comité realiza-se em março e os mercados de futuros atribuem uma probabilidade de 75,2% a uma subida, nessa altura, de 25 pontos-base da taxa diretora principal para o intervalo entre 1,5% e 1,75%.

Janet Yellen, de 71 anos, deixa a liderança da Fed com os juros da dívida pública norte-americana a 10 anos a subirem esta quarta-feira, à hora da publicação do comunicado da reunião, para 2,746%, um novo máximo de quase quatro anos.

Nesta primeira reunião do ano não se realizou conferência de imprensa.