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Bolsas. Europa no verde. Lisboa segue tendência europeia

A tendência é positiva esta quarta-feira nas bolsas europeias, depois de perdas de quase meio ponto no dia anterior. O PSI 20, em Lisboa, depois de ter estado a negociar ligeiramente em terreno negativo, já está no verde. A Ásia fechou 'mista', mas Tóquio perdeu quase 0,9%

Jorge Nascimento Rodrigues

Depois de um recuo de quase 0,5% na terça-feira nas bolsas europeias, a tendência esta quarta-feira é positiva.

O índice DAX, da bolsa de Frankfurt, e o índice MIB, de Milão, estão a ganhar perto de 0,5%.

Em Lisboa, o PSI 20, depois de uma abertura abaixo da linha de água, já está a negociar em terreno positivo, com ganhos ligeiramente acima de 0,1%.

As praças de Amesterdão, Bruxelas e Londres ainda se encontram abaixo da linha de água.

A Ásia Pacífico fechou 'mista', mas a maioria das principais bolsas registaram perdas, destacando-se Tóquio, onde o índice Nikkei 225 perdeu 0,8%.

À espera da estimativa para a inflação na zona euro

A zona euro aguarda esta quarta-feira a divulgação pelo Eurostat da primeira estimativa para a inflação em janeiro. A expetativa dos analistas é que baixe de 1,4% em dezembro para 1,3% em janeiro.

Ou seja, a distância em relação à meta do Banco Central Europeu (abaixo mas próxima de 2%) vai ampliar-se e o contraste com uma retoma económica sólida na zona da moeda única torna-se ainda mais evidente. O organismo de estatísticas da União Europeia divulgou ontem que a zona euro cresceu 2,5% em 2017, o crescimento mais elevado em uma década.

Nos resultados já divulgados para três economias importantes da moeda única, a inflação em janeiro desceu significativamente em Espanha, reduziu-se na Alemanha e subiu em França. No primeiro caso, desceu de 1,2% em dezembro para 0,7% em janeiro. Para a Alemanha, reduziu-se de 1,6% para 1,4% nos meses referidos. A França escapou, com uma subida de 1,2% para 1,5% nos mesmos meses.

Wall Street deve abrir no verde

Os futuros em Wall Street estão esta quarta-feira em terreno positivo, depois do principal índice, o Dow Jones 30, ter registado ontem a sexta maior queda diária desde o Brexit em junho de 2016.

O índice global da MSCI para as bolsas nova-iorquinas perdeu ontem 1,08%. Em duas sessões consecutivas, Nova Iorque caiu 1,75%, uma perda superior à registada, no mesmo período, nas bolsas da Ásia Pacífico e da zona euro.

A expetativa aponta para uma inversão dessa trajetória vermelha de início da semana.

O presidente norte-americano Donald Trump, no discurso do Estado da União, tentou, ontem, estender a mão para acordos bipartidários no Congresso e avançou com o plano de investimentos em infraestruturas de 1,5 biliões de dólares (€1,2 biliões), o segundo pilar da sua estratégia de 'aquecimento' da economia dos EUA, depois de aprovado o choque fiscal.

A reunião do Comité de Política Monetária da Reserva Federal norte-americana (Fed), o banco central, termina esta quarta-feira, mas os analistas não esperam alterações na política monetária. Esta reunião é a última presidida pela economista Janet Yellen, que termina o mandato a 3 de fevereiro, sendo substituída pelo jurista e financeiro Jerome Powell. Os mercados preveem que uma nova subida das taxas diretoras só ocorra na próxima reunião em março.