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Lucros do BPI descem para €10,2 milhões

Em 2016, os resultados líquidos consolidados foram de €313,2 milhões. Para a queda de lucros em 2017 contribuiu o impacto da venda de 2% do banco em Angola, que foi de €212 milhões

O BPI registou lucros de €10,2 milhões no ano passado, que comparam com €313,2 milhões em 2016.

A queda dos lucros consolidados resulta da acomodação de três ajustamentos: o impacto contabilístico do programa de saídas voluntárias (- €78 milhões após impostos), o da venda de 2% e desconsolidação do Banco Fomento de Angola (- €212 milhões euros) e os impactos extraordinários da atividade em Angola no último trimestre de 2017 (- €107,4 milhões de euros). "No final do ano as empresas de auditoria internacionais tomaram a decisão de considerar Angola como economia de elevada inflação", realça o presidente do banco, Pablo Forero. A participação no Banco em Angola teve um impacto negativo das regras contabilísticas: €69 milhões.

Estes factores tiveram um impacto negativo nas contas do BPI em 2017. O presidente do BPI explica que os custos da desconsolidação do BFA não terão impacto este ano e que as provisões feitas no BFA podem ser recuperadas.

Quando à recomendação do Banco Central Europeu para reduzir a posição em Angola (abaixo dos 48%), Pablo Forero afirma não ter uma data limite para o fazer, sublinhando que a operação em Angola deu lucro. Mas as regras contabilísticas exigidas e o facto da inflação em Angola ser considerada muito elevada penalizou as contas.

Negócio em Portugal lucra mais 21%

O resultado em Portugal, excluindo custos não recorrentes, situou-se nos €191 milhões, mais 21% do que no ano anterior.

Os recursos de clientes sobem 5,6%, com os depósitos a crescer 1,9%. A concessão de crédito aumentou 0,5%, com destaque para o crédito às empresas, que cresceu 6,4%. A concessão de crédito à habitação, que é a maior parcela, estagnou. O crédito ao consumo cresceu 17% face a dezembro de 2016 para quase €1,2 mil milhões.

O rácio de crédito em risco é de apenas 2,9%, com uma cobertura de 163% por imparidades e colaterais. Segundo Pablo Forero, foi alcançado o plano de sinergias traçado - ou seja, €122 milhões de sinergias de custos e proveitos provenientes de iniciativas executadas ou em execução. Entre elas está a venda da BPI Seguros e Pensões, BPI Gestão de Ativos e meios de pagamento. As operações foram compradas por um total de 335 milhões, com uma mais valia de €172 milhões.

O Caixa Bank detém 84,5% do capital do BPI. O objetivo da reestruturação no banco em termos de trabalhadores, balcões e venda de empresas ao grupo espanhol tem como objetivo "fazer com que haja mais investimentos e oferta de produtos para captar clientes", sublinha Pablo Forero.