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InterCement estuda regresso da Cimpor à bolsa após saída de Lisboa

Grupo brasileiro admite colocar na bolsa de Londres ou Frankfurt uma holding que concentre os ativos da InterCement - dona da Cimpor - no mercado europeu e a africano

Em setembro de 2017 a Camargo Corrêa tirou a Cimpor da Bolsa de Lisboa, e agora está a equacionar voltar a colocar os ativos da antiga cimenteira portuguesa numa das duas maiores bolsas europeias. A InterCement recorde-se passou a controlar a Cimpor, após uma oferta pública de aquisição (OPA) lançada pela brasileira Camargo Corrêa. Foi na sequência desta OPA que passou a deter cimenteiras na Europa e em África, já que antes tinha operações apenas na América Latina.

Agora o grupo brasileiro noticia a Reuters admite regressar ao mercado de capitais para se financiar e fá-lo com os ativos que pertenciam à Cimpor.

A InterCement Participações SA, a maior produtora de cimento da América Latina, está a considerar listar as suas operações europeias e africanas nas bolsas de Londres ou Frankfurt, avançou esta terça-feira a Reuters. O objetivo é aumentar a liquidez e reduzir a dívida, disseram duas pessoas com conhecimento do assunto.

A InterCement, que tem 40 fábricas em oito países, planeia incluir na listagem em bolsa a subsidiária Cimpor Cimentos de Portugal SA e fábricas em Cabo Verde, Moçambique e África do Sul, explicaram as mesmas fontes à Reuters.

A transação foi discutida com os bancos de investimento, mas a InterCement ainda não contratou assessores financeiros. Outras alternativas, como uma troca de ativos ou a venda de uma participação, foram previamente consideradas pelo acionista controlador Camargo Correa SA.

Se a InterCement prosseguir com a operação, a unidade poderá ser listada na segunda metade do ano, disse uma das fontes. O local ainda não foi escolhido, mas um mercado de alta liquidez, como Londres ou Frankfurt, seria o mais provável, acrescentou outra fonte.