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Dow Jones regista 6ª maior queda diária desde o Brexit. Juros dos EUA em novo máximo desde 2014

No dia em que se iniciou a primeira reunião do ano da Fed, as duas bolsas de Nova Iorque fecharam no vermelho pela segunda sessão consecutiva. O índice Dow Jones 30 perdeu esta terça-feira 1,37%. Os juros dos títulos dos EUA a 10 anos fecharam em 2,726%, um novo máximo desde abril de 2014

Jorge Nascimento Rodrigues

As duas bolsas de Nova Iorque fecharam esta terça-feira no vermelho, pela segunda sessão consecutiva. Perderam 1%, segundo o índice MSCI para o conjunto das bolsas. No acumulado das duas sessões, aquele índice recuou 1,8%, mais do que as perdas registadas para a Ásia Pacífico e a zona euro no mesmo período.

No dia em que se iniciou a primeira reunião do ano do Comité de Política Monetária da Reserva Federal norte-americana, o índice Dow Jones 30 perdeu 1,37%, a sexta maior queda diária desde o Brexit em junho de 2016. O recuo registado hoje neste índice é o maior desde maio de 2017. A liderarem as quedas neste índice, a UnitedHealth e a Pfizer, ligadas ao sector da saúde, com perdas superiores a 3%.

O sector da saúde foi abalado após o anúncio de que a Amazon, a Berkshire Hathaway (de Warren Buffett) e a JP Morgan pretendem criar uma empresa de prestação de cuidados de saúde para os 1,1 milhões de empregados que têm nos EUA.

O índice S&P 500 caiu 1,09%, com a MetLife e a Harley-Davidson a registarem quebras superiores a 8%, e o índice Nasdaq (da bolsa das tecnológicas) a perder 0,9%, com quatro cotadas a recuarem mais de 10%.

As bolsas nova-iorquinas fecharam antes do primeiro discurso sobre o Estado da União pelo presidente Trump, que será proferido perante o Congresso pelas 21 horas locais (2 da manhã em Lisboa).

No mercado da dívida, os juros (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano a 10 anos registavam 2,726%, aquando do fecho de Wall Street, um novo máximo desde 4 de abril de 2014. Os juros, naquele prazo de referência, já subiram 32 pontos-base (0,32 pontos percentuais) desde o final do ano passado. O que contrasta com uma descida de quatro pontos-base entre final de 2016 e final de 2017.

Os analistas falam de um período de "pausa" nas bolsas de Nova Iorque, depois da subida "parabólica" que levou os índices a máximos históricos, que coincide com um movimento altista nos juros de longo prazo de financiamento da dívida.

Bolsas mundiais perdem quase 1%

Foi mais um dia de perdas nas bolsas à escala mundial, com o índice MSCI global a cair quase 1%, com as perdas mais elevadas centradas na 'região' da Ásia Pacífico e em Nova Iorque.

No balanço desta terça-feira, as bolsas da Ásia Pacífico recuaram 1,25% e o índice MSCI para a zona euro perdeu 0,46%. Na Europa, nove bolsas tiveram quedas superiores a 1%, com Atenas a liderar, com perdas de 2%, seguida de Budapeste, Milão, Madrid, Londres, Viena, Dublin, Varsóvia e Oslo. Em Lisboa, o PSI 20 fechou com um recuo de 0,66%.