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Altice pede audiência a Ferro Rodrigues para “expor a sua indignação”

ERIC PIERMONT/GETTY

Em causa está a alegada nacionalização das redes da PT

Caiu como uma bomba na Altice a notícia publicada este sábado pelo Expresso segundo a qual o Bloco de Esquerda (BE) queria recuperar para o domínio público a rede básica de telecomunicações, vendida à PT em 2002 pela então ministra das Finanças, Manuela Ferreira Leite, para que o défice cumprisse a meta dos 3% naquele ano. Para já, a Altice vai apenas avançar com um pedido de audição a Ferro Rodrigues mas admite ter outras iniciativas.

Além da rede básica, o Bloco quer também nacionalizar a propriedade e a gestão das redes de emergência, de segurança e proteção civil, e a rede de difusão do sinal audiovisual, a chamada televisão digital terrestre (TDT). Está, nesse âmbito, a ser preparada pelos bloquistas uma proposta de alteração à Lei Base das Telecomunicações. A decisão do Bloco está relacionada com o que dizem ser as sistemáticas falhas das redes de emergência, o fraco desenvolvimento da TDT e a falta de qualidade dos serviços.

A Altice reagiu no domingo à notícia do Expresso, sublinhando que a posição do BE se reveste de "uma enorme gravidade pelo vasto conjunto de factos e informações falsas que invoca". A dona da PT diz "estranhar" que em nenhum momento o deputado do BE, Heitor Sousa, "tenha procurado obter os exigíveis esclarecimentos" junto o grupo Altice "sobre os temas que ignorante ou maleficamente aborda".

"Portugal pode continuar a contar com a Altice como motor do seu crescimento sustentável", sublinha a empresa controlada por Patrick Drahi. Defende ainda que a Altice Portugal é grupo de telecomunicações que mais investe em Portugal, com mais de 4,2 milhões de casas com fibra óptica.