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Bankinter: “Não estamos interessados no Deutsche Bank”

JAVIER VAZQUEZ

Maria Dolores Dancausa afirmou que o banco espanhol não está “a pensar fazer mais aquisições em Portugal”, garantindo que não está interessado no negócio do Deutsche Bank no país

Maria João Bourbon

Maria João Bourbon

Em Madrid

Jornalista

O Bankinter está fora da corrida para compra das sucursais do Deutsche Bank em Portugal. Quem o afirma é a líder do banco espanhol, em Madrid, durante a apresentação de resultados relativos ao ano de 2017. "Não estamos a pensar em comprar nada em Portugal, não estamos interessados no Deutsche Bank. Neste momento queremos consolidar o negócio em Portugal", garantiu.

No entanto, mais tarde, durante um encontro com os jornalistas portugueses, María Dolores Dancausa admitiu ter solicitado, numa fase inicial, "mais informação" sobre o Deutsche Bank em Portugal - e ainda sobre o Caixa Geral (do grupo Caixa Geral de Depósitos). Mas esses processos "não passaram da primeira fase".

Sobre o negócio em Portugal, Dancausa revela otimismo, ao afirmar que têm existido "progressos económicos em vários indicadores", acrescentando que o foco agora é nos "processos de integração da sucursal portuguesa no grupo Bankinter".

Elogiando o país, refere que Portugal "está na moda" e conseguiu superar uma "crise económica muito difícil". "Em 2017 crescemos a base de clientes de maneira importante é reforçamos o conhecimento da marca em Portugal", sublinha. "Este é o ano do amadurecimento do Bankinter em Portugal."

A operação em Portugal, cujos resultados antes de impostos foram de €31,4 milhões, representa um contributo de 7% para as receitas do grupo. Mas os custos operacionais de Portugal aumentaram 24,7%, totalizando €87,1 milhões". O resultado liquido em Portugal foi 22,9 milhões de euros.

O Bankinter terminou 2017 com um lucro líquido de €495,2 milhões, mais 1% que no ano anterior. Em Portugal, os resultados líquidos foram de €22,9 milhões e os custos operacionais aumentaram 24%, o que limitou o crescimento do grupo que, sem a operação portuguesa, teria sido de 20%.

Mas o aumento dos custos operacionais deve-se à base de comparação entre os 12 meses de 2017 e os nove meses de 2016 (uma vez que a atividade do Barclays foi adquirida apenas em abril desse ano), explica porteriormente o diretor-geral do Bankinter Portugal, Alberto Ramos. Se em 2016 tivessem sido 12 e não nove meses de atividade, a sucursal em Portugal teria tido lucros de €10,3 milhões antes de impostos, contra os €31,4 milhões ilíquidos de 2017. Os valores desta comparação para os resultados líquidos não foram revelados.

Notícia atualizada às 19h20