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CTT. Sindicatos convocam greve geral para dia 23 de fevereiro

Marcos Borga

Depois de dois dias de greve geral a 21 e 22 de dezembro, os principais sindicatos do CTT convocam nova greve geral para o dia 23 de fevereiro. Pedem a reversão da privatização dos Correios e contestam o encerramento das estações e os despedimentos

A greve geral marcada para o dia 23 de fevereiro dos CTT foi convocada pelos maiores sindicatos representantes dos trabalhadores dos Correios, SNTCT, SINDETELCO e SINCOR, a que se juntou também o SINTTAV. Coincidirá com uma manifestação que partirá do Marquês de Pombal, em Lisboa, às 14:30. A Comissão de Trabalhadores dos CTT deu apoio a esta greve. Será a terceira greve geral em dois meses, já que houve uma a 21 e 22 de dezembro.

"É para todos claro que os CTT têm de aumentar o número de trabalhadores, de giros e de estações actualmente existentes. e não, como anunciaram, fechar estações e despedir trabalhadores", lê-se no comunicado enviado pelo SNTCT - Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Comunicações. Os CTT têm atualmente cerca de 12 mil trabalhadores,e têm um plano de reestruturação que prevê a saída de 800 pessoas nos próximos três anos.

Os quatro sindicatos, explica José Oliveira, dirigente do SNTCT consideram que o único caminho para salvar os Correios é o da exigência da reversão total da privatização dos CTT, e lembra que já existe já uma petição nesse sentido entregue na Assembleia da República. A greve de 23 de fevereiro, adianta, é também contra "a destruição paulatina dos CTT", contra os "despedimento sejam eles encapotados ou não" e contra ao encerramento das estações e a redução de giros dos carteiros.

"O Governo tem que assumir as suas responsabilidades no sentido de salvaguardar a rede pública postal e para que o serviço postal universal volte a ser prestado com qualidade às populações e empresas", diz o comunicado.