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Educação e cidadania essenciais na cibersegurança

Martim Silva (Expresso) conduziu o debate no edifício Impresa, com a participação de Isabel Vaz (Luz Saúde); António Gameiro Marques (Gabinete Nacional de Segurança); Sebastião Lancastre (Easypay); João Leite (Banco Santander Totta); e Sérgio Trindade (EPAL)

NUNO FOX

Os mais iminentes desafios e oportunidades na segurança digital estiveram em debate na primeira Powertalk do projeto Ativar o Futuro, organizada em conjunto pelo Expresso e pela Microsoft

Fátima Ferrão

A educação e a literacia digital são fundamentais para uma estratégia de cibersegurança bem sucedida. Esta foi a principal conclusão do debate, que decorreu esta manhã na sede da Impresa, e que contou com a presença de representantes de vários setores empresariais.

Moderado por Martim Silva, diretor-executivo do Expresso, esta Powertalk sentou à mesma mesa Isabel Vaz, CEO da Luz Saúde, António Gameiro Marques, diretor-geral do Gabinete Nacional de Segurança, Sebastião Lancastre, CEO da Easypay, Sérgio Trindade, diretor de sistemas de informação da EPAL, e João Leite, COO do Banco Santander.

Apesar das diferentes áreas de negócio, os participantes foram unânimes na conclusão de que a cibersegurança começa em cada cidadão. "O elo mais fraco somos todos nós devido aos comportamentos que adotamos", acredita António Gameiro Marques. Opinião partilhada por Isabel Vaz que dá como exemplo o setor da saúde. "Há cada vez mais ataques, mas também maior necessidade, por parte dos nossos médicos, de aceder a dados críticos dos pacientes fora da organização". E isto, adianta, "levanta novas questões de segurança, mas também de ética e de literacia digital".

Sérgio Trindade relembra, a este propósito, que não obstante a transformação digital, cada vez mais implementada nas organizações, "as empresas dependem de processos operados por pessoas", sendo, por isso, fundamental que estas estejam conscientes de que os seus comportamentos têm impactos - que podem ser muito graves - no negócio e na organização.

Já João Leite acredita que "a segurança tem que ser vista como uma utilitie". A infraestrutura tem que estar protegida mas de nada adiantam as proteções se os colaboradores não respeitarem regras básicas como a mudança regular de password, o cuidado de não partilhar estes dados ou evitar acessos a redes sociais e outros sites através dos sistemas da organização.

A solução para estas questões deve passar, segundo Sebastião Lancastre, pelo desenvolvimento de campanhas de sensibilização, promovidas pelo Governo, para que as pessoas interiorizem todas estas regras. Fundamental ainda, acrescenta, será passar estas ações para o plano educativo, para começar a mudar mentalidades junto das novas gerações.