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Antigos sócios da KPMG nos Estados Unidos acusados de fraude

reuters

O Departamento de Justiça e a Securities and Exchange Commission investigaram o acesso privilegiado da empresa a informação sobre como seria inspecionada pelo supervisor das auditoras

Seis auditores, incluindo três antigos sócios da KPMG, foram acusados de fraude nos Estados Unidos da América (EUA), por alegadamente terem participado num esquema que permitiu à multinacional ter informação privilegiada sobre as inspeções de que seria alvo por parte do supervisor das auditoras, a PCAOB (Public Company Accounting Oversight Board).

Segundo o "Financial Times", houve dois auditores que ao abandonarem as suas funções no supervisor para ingressarem na KPMG levaram consigo informação detalhada sobre como as inspeções seriam feitas. Um terceiro responsável que exercia funções na entidade de supervisão também terá colaborado na passagem de informação, na expectativa de poder vir a ser contratado pela KPMG.

Os detalhes constam da acusação da SEC - Securities and Exchange Commission (organismo equivalente à portuguesa CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários) e do Departamento de Justiça norte-americano, indica o "Financial Times".

As notícias de que a KPMG estaria sob investigação por ter tido acesso a informação privilegiada vieram a público em abril do ano passado e logo na altura a auditora avançou com o despedimento de seis colaboradores seus.

Steve Peikin, um dos diretores da SEC, tentou, apesar da acusação, tranquilizar os investidores. "O PCAOB pode ter tido deficiências no seu processo de inspeção, mas isso não significa que as auditorias não sejam fiáveis e de qualidade", declarou Peikin.