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Christine Lagarde em Davos: “Esta retoma económica é cíclica. Não se sintam satisfeitos”

FABRICE COFFRINI/GETTY

A diretora-geral do Fundo Monetário Internacional disse esta segunda-feira em Davos que “a complacência é um erro” face às boas notícias da aceleração económica em 2017 e da continuação do bom momento em 2018 e 2019. Há três desafios fundamentais no médio prazo a não adiar, avisou

Jorge Nascimento Rodrigues

“A economia mundial acelerou desde 2016 e continuará a fortalecer-se em 2018 e 2019. São muito boas notícias. Mas a complacência é um erro. Não se sintam satisfeitos”, afirmou Christine Lagarde, diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI) na abertura da apresentação em Davos, na Suíça, do documento de atualização das previsões e projeções económicas da organização. Foi a primeira vez que o FMI apresentou a sua primeira atualização do ano de previsões no Fórum Económico Mundial em Davos.

Lagarde sublinhou que a “retoma [atual] é cíclica”, mas que “na ausência de reformas contínuas, as forças fundamentais regressarão – a baixa produtividade, o envelhecimento da população, etc.etc.”. Acrescentou que há enorme incerteza no plano financeiro e que a dívida aumentou.

É, por isso, o momento de agir em três áreas fundamentais, recomendou Lagarde: impulsionar a produtividade e diminuir a dívida; avançar com uma estratégia de crescimento “mais inclusiva” face às desigualdades dentro de cada país; e robustecer a cooperação internacional em diversas áreas, como as ciberameaças, o sistema multilateral do comércio internacional, as matérias fiscais, nomeadamente o combate à ‘lavagem’ de dinheiro, e os malefícios irreversíveis ao ambiente, derivados da mudança climática”.

A diretora-geral introduziu a apresentação da atualização de previsões do World Economic Outlook por parte de Maurice Obstfeld, o economista chefe do Fundo.