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Juros da dívida americana em máximos de mais de três anos

No primeiro aniversário da Administração Trump, os juros dos títulos do Tesouro norte-americano fecharam em 2,66%, um máximo desde final de abril de 2014, e uma parte dos serviços federais fecharam à meia noite de sexta-feira em virtude do Senado não ter conseguido maioria qualificada para aprovar uma lei de financiamento temporária

Jorge Nascimento Rodrigues

Os juros (yields) dos títulos do Tesouro norte-americano a 10 anos fecharam na sexta-feira no mercado secundário em 2,661%, um máximo desde 29 de abril de 2014.

No primeiro aniversário da Administração Trump, os juros atingiram um pico de mais de três anos e, ao final da noite de sexta-feira (hora de Washington), o Senado norte-americano não conseguiu uma maioria qualificada para aprovar uma lei de financiamento temporário do estado federal. O mercado da dívida já vinha "antecipando" esse desfecho.

Os juros daquela dívida de referência subiram 26 pontos (0,26 pontos percentuais) desde final do ano passado e registam uma tendência de subida desde o mínimo histórico de 1,32% em julho de 2016. A trajetória de subida acentuou-se desde a vitória de Donald Trump a 8 de novembro de 2016. No dia seguinte, os juros a 10 anos ultrapassaram o limiar dos 2%.

O movimento de subida dos juros para máximos de vários anos abrangeu, também, outros prazos. A 2 anos, encerrou a semana em 2,07%, um máximo desde setembro de 2008. E a 5 anos, ao fechar em 2,45% fixou um máximo desde abril de 2010.

À meia noite de sexta-feira em Washington (5 horas de sábado em Lisboa), o diretor do Office of Management and Budget decretou o fecho parcial dos serviços federais (o que é conhecido pela designação de shutdown). Desde 2013 que esta situação não ocorria. Então, o encerramento durou 16 dias.

O fecho acabou por se concretizar em virtude da lei que permitia o financiamento até 16 de fevereiro, e que havia sido aprovada na Câmara de Representantes, não ter conseguido uma maioria qualificada de 60 votos a favor no Senado. A lei acabou por ser aprovada apenas por 50 senadores e rejeitada por outros 49. Cinco senadores democratas votaram a favor da lei, mas três republicanos votaram contra e um senador esteve ausente por doença.