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Fecharam 8 balcões dos CTT esta sexta-feira, sindicatos pedem medidas urgentes

Fecharam esta sexta-feira oito dos 22 balcões dos CTT cujo encerramento foi anunciado a 2 de janeiro. Lisboa, Aveiro, Loulé, Sintra, Barreiro e Águeda são os concelhos afetados

Oito estações dos CTT nos concelhos de Lisboa, Loulé, Sintra, Barreiro, Aveiro e Águeda fecharam esta sexta-feira, no âmbito do plano de reestruturação da empresa, que tinha já levado ao encerramento da estação madeirense Arco da Calheta. O presidente da Câmara de Sintra, Basílio Horta, já admitiu avançar com uma ação popular contra o encerramento da estação.

O Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) também já veio protestar, e pede ao governo e aos deputados medidas urgentes contra a "criminosa atuação" dos CTT.

“Não houve qualquer aviso prévio. Os trabalhadores foram confrontados, a generalidade deles, à hora do encerramento normal da estação, com o encerramento da estação e a colocação do papel pardo nas montras e portas”, o coordenador do SNTCT, José Oliveira, citado pela Lusa. Os trabalhadores foram confrontados com o encerramento das estações na quinta-feira, no final do horário de trabalho, esclareceu.

Foram fechadas as estações de Avenida (Loulé), Filipa de Lencastre (Sintra), Junqueira (Lisboa), Lavradio (Barreiro), Olaias (Lisboa), Socorro (Lisboa), Universidade (Aveiro) e Barrosinhas (Águeda) adiantou fonte dos CTT, citada pela Lusa,

“Os serviços prestados nestes oito pontos de acesso passam, a partir de hoje, a ser prestados por outros pontos de acesso que distam a uma média de mil metros dos anteriores”, acrescentou.

“Estes oito pontos fazem parte dos 22 que, no início do mês, os CTT confirmaram serem objeto de ajustamento da rede de oferta. Este ajustamento será concretizado ao longo do primeiro trimestre, tendo-se já iniciado. Os CTT pretendem, simultaneamente, abrir 14 novos pontos de acesso de modo a complementar este ajustamento”, pode ler-se na resposta enviada pela empresa.

Ainda de acordo com os CTT, o ajustamento da rede de pontos de acesso “em nada afeta a distribuição postal, realizada pelos carteiros dos CTT, que são uma rede totalmente autónoma da rede de atendimento”.

O posto do Arco da Calheta, no concelho da Calheta, na Madeira, que também estava na lista, foi encerrado recentemente, mas a zona terá um novo ponto de acesso aos serviços.

Os CTT confirmaram a 2 de janeiro o fecho de 22 lojas no âmbito do plano de reestruturação que, segundo a Comissão de Trabalhadores dos Correios de Portugal, vai afetar 53 postos de trabalho. Uma medida anunciada poucos dias depois de os Correios terem anunciado uma reestruturação que levará à rescisão de contrato com 800 pessoas até 2020 e a cortes de custos, que passam também por encerramento de estações e balcões.

Com a abertura dos 14 pontos de acesso - dos quais já se conhece, por exemplo, os de Termas de São Vicente (Penafiel), Arco da Calheta (Calheta) e Lavradio (Barreiro) -, os CTT "garantem que em todas as localizações" das 22 lojas que serão encerradas "a população mantém acesso ao atendimento dos CTT a um quilómetro ou menos da anterior localização".

Depois da conclusão desta operação, os CTT afirmam que haverá "uma redução máxima de oito pontos de acesso, resultado do encerramento/transformação de 22 lojas próprias e da abertura de 14 novos postos de correio".