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Facebook, Twitter, Youtube e Microsoft baniram da internet 70% dos discursos de ódio desde 2016

© Dado Ruvic / Reuters

As quatro tecnológicas conseguiram remover, em média, 70% dos discursos de ódio sobre os quais foram notificados. Instagram e Google+ juntam-se à iniciativa conjunta lançada com a Comissão Europeia

Desde a adoção do “Código de Conduta para a luta contra os discursos ilegais de incitação ao ódio em linha”, em maio de 2016, as quatro grandes empresas tecnológicas conseguiram suprimir, em média, 70% dos discursos de ódio, ilegais, sobre os quais foram notificadas. O valor representa um aumento do compromisso do Facebook, Microsoft, Twitter e Youtube que antes mostraram uma taza de sucesso de 28% e 59% na primeira e segunda avaliação, respetivamente.

Além destes, o Instagram e o Google+ anunciaram esta sexta-feira que vão aderir ao código de conduta que coloca a União Europeia (UE), Estados-membros, empresas de redes sociais e outras plataformas a partilharem a responsabilidade para evitar o discurso de incitação ao ódio e à violência online.

“Os resultados hoje apresentados revelam claramente que as plataformas em linha assumem com seriedade o seu compromisso de examinar as notificações e remover mensagens ilegais de incitação ao ódio no prazo de 24 horas”, afirmou Andrus Ansip, vice-presidente da Comissão Europeia responsável pelo Mercado Único Digital. Mais de 81% conseguem cumprir os prazos, valor que duplicou desde a primeira avaliação realizada pela União Europeia (UE).

Encorajando as empresas tecnológicas a seguirem estes passos, Andrus Ansip reconhece também a importância de existirem “mecanismos de salvaguarda” que evitem “uma supressão excessiva” e protejam “a liberdade de expressão”.

Apesar dos resultados positivos, há ainda problemas a resolver: os utilizadores que não recebem feedback em relação a um terço das notificações (a taxa de resposta varia consoante a empresa tecnológica) e é preciso que estes casos, quando denunciados às autoridade nacionais, sejam prontamente investigados.