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Estados Unidos vão ultrapassar Arábia Saudita na produção de petróleo

No relatório mensal hoje divulgado em Paris a Agência Internacional de Energia prevê que os Estados Unidos aumentem este ano a produção de petróleo em 1,35 milhões de barris por dia, ou seja superar os 10 milhões de barris e rivalizar com os dois gigantes que continuam a limitar as extrações: Arábia Saudita e Rússia

A produção de petróleo dos Estados Unidos vai atingir este ano um máximo desde 1970 e superar a da Arábia Saudita, segundo maior produtor mundial, e aproximar-se da da Rússia, líder mundial, indicou hoje a Agência Internacional de Energia.

No relatório mensal hoje divulgado em Paris a Agência Internacional de Energia (AIE) prevê que os Estados Unidos aumentem este ano a produção de petróleo em 1,35 milhões de barris por dia, ou seja superar os 10 milhões de barris e rivalizar com os dois gigantes que continuam a limitar as extrações.

A produção de petróleo dos Estados Unidos apoia-se na subida do preço do petróleo, que aumentou para níveis acima dos 60 dólares e máximos desde dezembro de 2014, adianta a AIE, organismo dependente da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico).

Graças a esta dinâmica norte-americana, a AIE prevê que a extração dos países não pertencentes à OPEP (Organização de Países Exportadores de Petróleo) suba em 1,7 milhões de barris diários, contra um acréscimo de 700.000 barris verificado no ano passado.

Em relação à OPEP, a agência prevê que o cartel mantenha os cortes de produção e respeite o acordo, que termina no final do ano e que o levou a cortar em 400.000 barris por dia no ano passado, para 39,2 milhões.

A Venezuela liderou os cortes de produção em 2017, sublinha a AIE.

Quanto à procura, a AIE mantém as previsões de crescimento para 2018 em 1,3 milhões de barris por dia para um total de 99,1 milhões de barris por dia.

Estas estimativas traduzem uma desaceleração da procura face a 2017 que se explica pelo encarecimento do produto, a diminuição do consumo na China associada às políticas ecológicas e à crescente concorrência do gás natural nalguns países.