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Beira Interior olha para o futuro sem esquecer as tragédias recentes

Francisco Cary, administrador executivo da CGD; Cláudia Domingues Soares, presidente da direção da Inovcluster; Luís Veiga, administrador do Grupo Natura IMB Hotels e João Carvalho, presidente do CA da Fitecom foram os convidados do principal debate do XI Encontro Fora da Caixa, com moderação da diretora de informação da Rádio Renascença, Graça Franco

Pedro Abreu

As perspetivas de futuro e as condicionantes ambientais na questão da interioridade geográfica foram o grande tema do XI Encontro Fora da Caixa - organizado pela CGD com o apoio do Expresso - que teve Castelo Branco como palco

Os incêndios, as áreas afetadas e a necessidade de recuperar uma sociedade para os desafios vindouros numa região desejosa de assumir papel de relevo. Todos estiveram em cima da mesa em mais uma edição dos Encontros Fora da Caixa que hoje levaram a discussão ao coração do interior do país. "O centro que é um quadrado sem o qual o resto não existia", atira o economista José Felix Ribeiro.

Foi em Castelo Branco, mais precisamente no Cine-Teatro Avenida, que o ciclo de conferências da Caixa Geral de Depósitos (a que o Expresso se associa) teve a sua 11ª edição, nesta ocasião subordinada ao tema "Interioridade: Perspetivas de Futuro e Condicionantes Ambientais". Uma escolha "oportuna no lugar e no tempo" para o presidente do concelho de administração da Caixa Geral de Depósitos, Emílio Rui Vilar.

O interior ainda recupera mas já olha para o futuro e na opinião do antigo embaixador, Francisco Seixas da Costa, a "tendência de aproximação" das entidades públicas centrais só é eficaz se for acompanhada da respetiva "transferência de recursos." O afastamento dos principais centros de decisão também é geográfico e a presidente da Direção do Inovcluster, Cláudia Domingues Soares, não tem dúvidas que que as empresas da Beira Interior "têm que trabalhar e esforçar-se mais para chegar ao mesmo patamar das empresas do litoral."

As condições de infraestruturas e os preços - de água ou portagens, por exemplo - estiveram na boca de todos e Luís Veiga, administrador do Grupo Natura IMB Hotels, chama a atenção para o risco que representam para a "atração de empresas" se não forem corrigidos. É uma necessidade imperativa de "adaptar à mudança", garante o presidente do conselho de administração do Fitcom, João Carvalho.

Um processo que para o ex-secretário de Estado, João Taborda Gama, deve ser acompanhado de uma progressiva descentralização que só terá hipóteses de sucesso se for feita "com alguma escala". Sempre com "bons projetos", como fez questão de realçar o presidente da comissão executiva da CGD, Paulo Macedo.