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Multinacional Veolia afasta Mota-Engil dos lixos de Aveiro

O negócio vale 13,2 milhões de euros. A Suma (Mota-Engil) contesta em tribunal a denúncia do contrato

A multinacional francesa Veolia (ex-Vivendi) sucede à Suma, do grupo Mota-Engil, na operação de recolha e tratamento dos lixos no concelho de Aveiro. É um contrato de 13, 2 milhões de euros por oito anos.

Segundo o município, o valor traduz uma redução de 30% face ao preço pago à Suma. O critério preço foi determinante na escolha do vencedor do concurso.

A adjudicação à Veolia contou com a aprovação da maioria PSD/CDS. Mas os vereadores socialistas votaram contra alegando que o processo foi mal conduzido.

A proposta da Suma ficou em quarto lugar, mesmo depois da empresas ter contestado a classificação. A Suma contesta a denúncia do contrato por parte da Câmara que optou por novo concurso público. A empresa já avançou para tribunal para defender a sua posição.

Na sessão camarária, o presidente da autarquia, Ribau Esteves, fez "uma avaliação positiva" do serviço prestado pela Suma, mas invocou o preço e a defesa do interesse público para não renovar o contrato.

Apesar da contestação judicial da Suma, a autarquia vai solicitar já o visto do Tribunal de Contas para o novo contrato.

O município quer "manter a qualidade, ajustando algumas matérias e reduzir a fatura do serviço dos lixos", justificou Ribau Esteves. O preço das duas melhores propostas "são muito próximos" pelo que é "o próprio mercado que confirma que a fatura era demasiado alta".

Ribau Esteves promete que a poupança na recolha dos lixos vai ser transferida para os os munícipes. Os aveirenses vão pagar menos pela taxa dos lixos que surge na conta da água.

A Veolia é um dos principais conglomerados mundiais da área do ambiente, com receitas anuais de 25 mil milhões de euros e um valor em bolsa de 14 mil milhões.