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WPP compra agência publicitária BAR e funde agências de meios MEC e Maxus

Maior grupo de publicidade e marketing reforça presença em Portugal. Novas empresas apostam na criatividade, comunicação integrada e convergência de conteúdos com tecnologia

José Bomtempo, Diogo Anahory e Miguel Ralha (na foto), o B, o A e o R da agência de publicidade BAR anunciaram esta semana a venda da maioria do capital ao maior grupo de publicidade e marketing do mundo, o WPP, que tem vendas anuais de 19,41 mil milhões de dólares (€16,13 mil milhões) e lucros de 1,89 mil milhões dólares (€1,57 mil milhões).

O negócio implicou a fusão da BAR com a Ogilvy, que já fazia parte da WPP. Os valores envolvidos na transação não foram revelados e a integração das duas agências na nova BAR Ogilvy, que será liderada pelos três sócios que mantêm uma participação minoritária, deverá estar concluída no final do primeiro trimestre.

Manuel Maltez, administrador-delegado da WPP Portugal, salienta como oportunidade do negócio a junção entre a criatividade da BAR às soluções de comunicação integrada da Ogilvy, em termos de publicidade, relação com o consumidor, meios digitais e sociais, marca e identidade, bem como relações públicas.

Em relação à posição no ranking, de acordo com os dados da MediaMonitor, de janeiro a novembro de 2017 a Ogilvy ocupava a 9a posição, com um volume de investimento em compra de espaço nos meios de comunicação de 189 milhões de euros, enquanto a BAR figurava na 18ª posição, com 69 milhões de euros. "Com base nestes dados, a BAR Ogilvy subirá no ranking para a 7ª posição", avança Manuel Maltez, salientando que "a posição ocupada pelas agências em rankings que têm por base o volume de investimento em media é redutora, pois exclui os valores investidos em plataformas sociais e projetos digitais".

BP Portugal, CUF, Fundação EDP, Iberdrola, Lactalis, LG, Millennium BCP, Nespresso, Nestlé, Nowo, Parmalat, Pernod Ricard, Pestana, Robbialac, Sagres e TAP são os maiores clientes da agência resultante da fusão.

Esta semana, o Gupo WPP anunciou também a fusão, a nível mundial, entre as agências de meios MEC e Maxus, dando origem à Wavemaker, que se apresenta como uma agência de meios, conteúdos e tecnologia do GroupM, grupo que integra o WPP e é o maior do mundo no negócio de planeamento e compra de espaço em meios de comunicação.

Em declarações ao Expresso, Manuel Maltez, administrador-delegado da WPP em Portugal, refere que “as várias transformações do mercado são a razão da criação da Wavemaker, onde e o conteúdo e a tecnologia são alavanca de uma maior e melhor dinâmica dos interesses partilhados das marcas e dos meios”.

O responsável do grupo WPP justifica a fusão da Maxus com a MEC com a necessidade de alavancar o negócio com a criação da Wavemaker. "Estamos convictos que o volume de negócios corrente associado à nossa atividade de new business deverá ocupar o primeiro lugar do ranking de agências de meios", refere Manuel Maltez sem avançar o volume de negócios previsto para a nova estrutura que trabalha marcas como Vodafone, EDP, Seguradoras Unidas, BDF, Cetelem e Bayer.