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Mexia fica na EDP e Luís Amado substitui Catroga

António Mexia é presidente-executivo da EDP desde março de 2006

Luis Barra

É oficial: António Mexia vai continuar a liderar a EDP, Manso Neto mantém-se como número dois, e Luís Amado vai substituir Eduardo Catroga como presidente do conselho de administração. Fora da lista está o administrador financeiro Nuno Alves

Os nomes da futura comissão executiva e dos órgãos sociais da EDP serão votados na próxima Assembleia Geral convocada para o dia 5 de abril pelos grandes acionistas da elétrica: China Three Gorges, Oppidum Capital, Senfora, BCP e Sonatrach. A proposta foi anunciada em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

António Mexia e Manso Neto mantém-se como presidente e e vice presidente da comissão executiva da EDP no próximo triénio 2018-2020, Nuno Alves deixa de ser o administrador financeiro e Luís Amado, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros, irá substituir Eduardo Catroga na presidência do Conselho Geral e de Supervisão.

Mexia lidera há 12 anos a EDP, e chegou a admitir-se que o seu mandato poderia não ver renovado por ter sido constituído arguido numa investigação do Ministério Público aos contratos efectuados entre o Estado e a EDP no âmbito das chamadas rendas garantidas (CMEC), no governo de José Sócrates. Nuno Alves, também há 12 anos da EDP, é o único membro da atual comissão executiva cujo nome não é proposto, desconhecem-se as razões da sua saída.

Uma das grandes novidades é a que haverá duas mulheres na comissão executiva: Maria Teresa Isabel Pereira e Vera Pinto Pereira. A convocatória da Assembleia Geral (AG) é clara nesta matéria, diz que será analisada uma proposta para aumentar o conselho de administração executivo de oito para nove elementos para cumprir a quota de 20% de mulheres nos órgãos de administração e fiscalização das empresas cotadas em bolsa.

A EDP considera ainda necessário, para cumprir a lei, "dispor de maior flexibilidade no que respeita ao número de membros que integra o Conselho de Administração Executivo da EDP" e, por isso, considera adequado alargar esse número de oito para nove membros, o que implica uma alteração aos estatutos da sociedade.

Eis os nomes propostos para o conselho de administração executivo: António Mexia, João Manso Neto, António Fernando Melo Martins da Costa, João Manuel Marques da Cruz, Miguel Stilwell de Andrade, Miguel Nuno Ferreira Setas e Rui Lopes Teixeira, bem como Maria Teresa Isabel Pereira e Vera Pinto Pereira.

O Conselho Geral e de Supervisão, órgão onde estão representados os acionistas e que tem como missão ajudar a delinear a estratégia e fazer lobby, manterá 21 membros. Será, como já se disse, presidido por Luís Amado, substituindo o social-democrata Eduardo Catroga, desde 2012 no cargo. Deixa de fazer parte da lista António Gomes Mota. Mantém-se Braga de Macedo, João Carvalho das Neves, Celeste Cardona, Ilídio Pinho, Augusto Mateus, Fernando Herrero e Vasco Rocha Vieira e, entre outros, António Vitorino, como presidente da mesa da Assembleia Geral.

Entre as novidades está também a proposta de nomear a PricewaterhouseCoopers (PwC) para revisora oficial de contas da EDP em substituição da KPMG, há 13 anos na elétrica.

Serão ainda eleitos cinco membros para o Conselho de Ambiente e Sustentabilidade: José Manuel Viegas, António Gomes de Pinho, Joana Pinto Balsemão, Joaquim Poças Martins e Pedro Oliveira.