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Juros continuam a descer em véspera de lançamento de nova linha de obrigações

Os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos fecharam esta terça-feira em 1,85%, prosseguindo a trajetória de descida registada no dia anterior, enquanto os juros dos títulos espanhóis e italianos subiram. A Bloomberg já adiantou que um sindicato de bancos foi mandatado para realizar amanhã uma operação de lançamento de uma nova linha de obrigações a 10 anos

Jorge Nascimento Rodrigues

Os juros (yields) das Obrigações do Tesouro português (OT) a 10 anos prosseguiram a trajetória de descida e fecharam esta terça-feira no mercado secundário em 1,85%, um novo mínimo desde início do ano. Os juros das obrigações espanholas e italianas, naquele prazo de referência, subiram para 1,52% e 2,03% respetivamente.

Portugal continua a registar juros de dívida a 10 anos inferiores aos italianos, uma situação que se mantém desde 18 de dezembro.

A Bloomberg já adiantou esta terça-feira que o Tesouro mandatou um sindicato de bancos para realizar amanhã uma operação de sindicação de uma nova linha de OT com vencimento em 2028 que sirva de nova referência para a dívida a 10 anos.O sindicato bancário é integrado pelo Barclays, Citi, Credit Agricole CIB, Goldman Sachs, JPMorgan e Novo Banco, segundo aquela agência.

A serem indicativos aqueles níveis abaixo de 2% no mercado secundário, Portugal poderá vir a pagar a taxa mais baixa de sempre em operações de sindicação em dívida a 10 anos e inclusive colocar a nova dívida pagando menos do que no último leilão da linha de OT que vence em 2027 e que foi realizado em novembro passado, onde se fixou um mínimo histórico, em leilões naquele prazo, de 1,939%.

Nas sindicações realizadas em janeiro em 2015, 2016 e 2017, o Tesouro colocou entre 3 e 4 mil milhões de euros. Uma operação envolvendo amanhã esse intervalo representará entre 20% a 25% do financiamento através de dívida obrigacionista programado para 2018.

No programa de financiamento anual, o Tesouro tem recorrido a leilões de dívida obrigacionista e a sindicatos. As operações de sindicalização têm sido utilizadas na emissão inicial de novas séries pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública. Um sindicato permite assegurar o duplo objetivo de colocação de um maior volume de títulos de uma só vez, ao preço de mercado, e uma elevada diversificação da base de investidores, quer a nível geográfico, quer por tipo de investidor.