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Ativos dos três principais bancos centrais registam máximo em 2017

Os ativos dos bancos centrais dos Estados Unidos, Japão e Zona Euro subiram 15,6% em 2017 e fecharam o ano num pico histórico de 14,3 biliões de dólares (€12 biliões), segundo dados divulgados pela Yardeni Research. Ativos do BCE valem mais de 1/3 do PIB da zona euro

Jorge Nascimento Rodrigues

Os ativos dos três principais bancos centrais do mundo, o Banco Central do Euro (BCE), o Banco do Japão (BoJ) e a Reserva Federal norte-americana (Fed), atingiram o equivalente a 14,3 biliões de dólares (cerca de 12 biliões de euros) em final de 2017, segundo dados divulgados esta semana pela consultora norte-americana Yardeni Research. Um aumento de 15,6% em relação ao ano anterior, ou seja, 1,9 biliões de dólares (€1,6 biliões).

O conjunto destes ativos registou um máximo histórico em 2017, tendo subido em uma década mais de 3,5 vezes em relação aos 4 biliões de dólares de 2007. Aquele montante de ativos dos três principais bancos centrais vale 18% do PIB mundial, tendo em conta as projeções do Fundo Monetário Internacional para 2017.

BCE lidera face a Fed e Banco do Japão

Atualmente a liderança em ativos no grupo dos três principais bancos do mundo pertence ao BCE, desde que a Fed descontinuou o programa de compra de ativos (conhecido por quantitative easing, QE no acrónimo) no final de 2014 e iniciou o processo de redução do próprio balanço em outubro de 2017.

Em final de dezembro do ano passado, o BCE detinha o equivalente a 5,3 biliões de dólares (€4,4 biliões de euros), o BoJ registava o equivalente a 4,6 biliões de dólares (519 biliões de ienes, equivalente a €3,9 biliões) e a Fed tinha descido ligeiramente para 4,4 biliões de dólares (equivalente a €3,7 biliões).

O BoJ lídera em termos de peso dos ativos no PIB respetivo, registando 92,1% da riqueza do país no final do ano passado. Os ativos do BCE valiam 38,1% do PIB da zona euro e os da Fed representavam 22,7% do PIB dos Estados Unidos.

Mais de metade dos ativos do BCE derivam do QE

O grosso dos atuais ativos do BCE dizem respeito ao programa de compra de ativos - vulgo QE - lançado em 2014 que, em final de dezembro de 2017, já somava €2,29 biliões, mais de 50% dos ativos. Recorde-se que o BCE decidiu prolongar aquele programa até final de setembro deste ano, reduzindo para €30 biliões o volume mensal de aquisições, o que aponta para um aumento de €270 mil milhões.

Ainda não estão disponíveis os dados de final de ano para o Banco Popular da China (POBC), o quarto banco central mais importante, que, em final de novembro, detinha ativos no equivalente a 5,5 biliões de dólares (36,2 biliões de yuan, cerca de €4,6 biliões), segundo dados do POBC, um volume acima do registado para o BCE.