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Estado reforçou almofada financeira em €2 mil milhões

INÁCIO ROSA / Lusa

O Tesouro aumentou para €9,8 mil milhões o saldo de tesouraria no final de 2017, uma almofada que corresponde a mais de metade das necessidades de financiamento de 2018

Jorge Nascimento Rodrigues

O Estado aumentou em €2 mil milhões o saldo de tesouraria no final de 2017 em relação ao anteriormente previsto, segundo os dados publicados pela Agência de Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) esta sexta-feira.

Aquele saldo subiu de €7,8 mil milhões, previstos anteriormente, para €9,8 mil milhões, de acordo com a primeira apresentação aos investidores internacionais realizada este ano pelo IGCP. O Estado previa usar €2,4 mil milhões dos depósitos em 2017, tendo utilizado apenas €400 milhões.

Esta correção em alta reforça a almofada financeira do Estado que passa a cobrir 52% das necessidades de financiamento em 2018, calculadas em €18,5 mil milhões, abrangendo €6,7 mil milhões em amortizações de dívida, €800 milhões em reembolsos ao Fundo Monetário Internacional e financiamento do défice orçamental e de outras operações.

A existência de uma almofada financeira é valorizada pelas agências de rating que a consideram uma segurança face a imprevistos de financiamento no mercado por parte de Portugal. Em final de 2016 a almofada somava €10,2 mil milhões e cobria 37,5% das necessidades de financiamento do ano seguinte.

O Tesouro prevê colocar no próximo ano €15 mil milhões em dívida obrigacionista, menos €100 milhões do que no ano anterior, e €1,8 mil milhões em instrumentos de retalho. Prevê usar €1,8 mil milhões dos depósitos reduzindo a almofada para €8 mil milhões no final de 2018.