Siga-nos

Perfil

Economia

Economia

Consórcio da Galp assegura 3,9 mil milhões de euros para Moçambique

Carlos Gomes da Silva, presidente-executivo da Galp

Pedro Patrício

Consórcio liderado pela Eni e que inclui a Galp firmou um conjunto de sete linhas de financiamento para pôr de pé a plataforma de produção de gás natural na bacia de Rovuma

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A petrolífera italiana Eni anunciou esta quarta-feira a contratação de um pacote de linhas de financiamento no valor de 4,67 mil milhões de dólares, ou 3,9 mil milhões de euros ao câmbio atual, para avançar com o projeto de produção de gás natural em Moçambique, no qual a Galp Energia tem uma participação de 10%.

A estrutura contratada pelo consórcio, feita com várias instituições de crédito, inclui sete linhas de financiamento, cujas condições específicas não foram para já reveladas pela Eni.

A Eni detém 50% do consórcio que irá explorar a Área 4 da bacia de Rovuma e a plataforma flutuante de produção de gás natural no campo Coral Sul. A ExxonMobil irá ficar com metade daquela participação. Os restantes parceiros são a CNODC (20%), a Galp (10%), a Kogas (10%) e a ENH (10%).

Desde o ano passado que o consórcio tem assegurado o escoamento de todo o gás que será produzido neste projeto a um cliente: a BP.

Este é atualmente um dos maiores projetos internacionais em que a Galp está envolvida e permitirá à petrolífera portuguesa após 2020 diversificar as suas receitas e ganhos operacionais na exploração petrolífera, hoje concentrados no Brasil e, em menor escala, em Angola.