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Crescimento da Amazon é um “presente envenenado” para o mercado de trabalho

Mark Makela / GETTY IMAGES

A par das contratações de recursos humanos, a empresa de venda a retalho está também a alargar significativamente as suas fileiras de robôs e, entretanto, o mercado vai minguando em seu redor

O fantástico crescimento que a Amazon está a ter não será suficiente para compensar as quebras globais de postos de trabalho no sector e a empresa deverá estar a contribuir para isso com a atribuição de uma parte cada vez mais significativa do trabalho a robôs, segundo indica a “Quartz”.

Em 2017, o mercado global de vendas a retalho de produtos que a Amazon comercializa terá tido uma diminuição de 170 mil postos de trabalho e mesmo que a empresa tenha contratado 146 mil pessoas (segundo uma estimativa otimista efetuada pela “Quartz”) tal representará uma significativa redução do número total de empregos.

A Amazon tem aumentado o seu número de efetivos em cerca de 40% a cada ano e em 2016 já surgia como o oitavo maior empregador privado nos Estados Unidos. Neste país, irá aliás contruir novas instalações onde tenciona empregar 50 mil pessoas.

Mas a par do aumento dos seus recursos humanos, a empresa tem estado também continuamente a alargar o número de robôs que possui.

No final de 2016, a Amazon indicou que possuía 45 mil robôs e poderá já ter 75 mil no final de 2017, novamente de acordo com as estimativas da Quartz, que baseada nesses números conclui: “Embora seja difícil de provar a causalidade, não é difícil ver a correlação entre os menos 24 mil humanos empregados e o aumento de 75 mil funcionários robôs”.